Em tempos remotos existia um castelo no monte Santa Olaia, que provavelmente teria sido construído pelos romanos. Era um castelo fortíssimo. Devido à sua localização, teve um papel primordial na defesa de Coimbra porque servia de obstáculo aos mouros e de escudo à gente cristã. Em 1166, D. Afonso Henriques ofereceu-o ao seu amigo D. Teotónio, primeiro prior de Santa Cruz. Também no outeiro de Santa Olaia existe a capela do mesmo nome, provavelmente do tempo do nosso primeiro rei de Portugal. Numa das muitas remodelações foi-lhe abolido um painel de azulejos (segundo algumas informações, que datavam da segunda metade do século XVII). É uma capela simples como se pode observar através da fachada. No seu interior as paredes são pintadas, e existe um arco cruzeiro. A imagem de Santa Olaia é de 1671. Do monte de Santa Olaia é possível ver os extraordinários campos de arroz, que formam uma magnífica paisagem que se perde no horizonte.
A meio da povoação de Santana encontra-se a capela da padroeira. É um edifício do século XIX, inspirado num setecentismo regional (simples e pobre na sua fachada). No seu exterior pode ver-se, por cima do portal, a data de 1896, época de remodelação. Nesta capela sobressaem as imagens de Santa Ana, obra do século XVII, Santo António, Rainha Santa Isabel, Coração de Cristo, Nossa Senhora, Menino Jesus de Braga e São Lucas.
Nas imediações de Santana situa-se a Quinta de Fôja. Propriedade privada, que alcança uma extensa área de cerca de mil hectares, dos quais 750 são aproveitados na cultura do arroz. Pratica-se a criação de gado bovino e cavalar. Noutros tempos foi pertença dos Crúzios de Coimbra.
A fachada do edifício desta Quinta é austera, com aberturas rectangulares e com duas torres quadradas. No seu interior salientam-se azulejos policromos de concheado, do século XVIII, barrocos. O tecto está pintado com temas do mesmo tipo. Noutra sala, evidenciam-se azulejos de Lisboa, policromos dos fins do século XVIII, barrocos, de grinaldas e medalhões centrais. Ao longo dos corredores expõem-se azulejos de Coimbra, barrocos do século XVIII, em losangos com rosetas médias.
Nesta mesma quinta existe uma capela dedicada a Santa Conceição, fundada em 1593. No pavimento põe-se em relevo a campa do Prior Geral da Congregação Crúzia (D. Tomás da Conceição).
Em Fôja também se pode salientar a Mata, propriedade nacional e que ocupa uma área de cerca de 3640 hectares e é limitada pela nascente do rio Fôja, que nasce na Lagoa da Vela e vai desaguar ao Mondego junto a Sanfins. É uma sumptuosa floresta de pinheiros, mimosas, sobreiros, eucaliptos, etc.
Entre as espécies animais evidenciam-se o coelho, a lebre, o pato bravo, a rola, a garça, a perdiz, etc.