| SAUDAÇÃO A PAIÃO (Marcha) Esta
terra recebe saudações
De um punhado de Camélias do Paião
Que de novo te vêm trazer mais canções
Ò aldeia de tão nobre tradição
Novamente aqui nos tens a recordar
As lindas exibições que já lá vão
O nosso alegre cantar, corações a transbordar
De alegria, de prazer e de emoção
Ò Paião és lindo
Tens encantos naturais
Tu pareces vir sorrindo
Trazendo cada vez mais
Camélias em flor
Apanhadas só para ti
Espalhando aroma ali
Trazendo aqui a linda cor
DESAFIO (Vira)
RAPAZ:
Dá-me os teus braços, Maria,
Ai que alegria, se tu me os deres.(bis)
Dá-mos com desembaraço
Anda que eu faço, como fizeres.(bis)
RAPARIGA:
Para te dar os meus braços,
São logo passos que dou em vão.(bis)
É um caso a prever, se te hei-de dizer
Que sim ou que não.(bis)
RAPAZ:
Pois quem espera sempre alcança
A doce esperança, de ser um dia.(bis)
O teu Manel adorado,
Apaixonado de ti Maria.(bis)
RAPARIGA;
Pode ser mas eu duvido
Tu não tens tido, amor por mim.(bis)
Se me prometeres eu juro,
Certo amor puro, amor sem fim.(bis)
CORO:
Bem reviradinho
Neste pavilhão
Alegra o povinho
Do lindo Paião
Até as estrelas
Se cruzam no ar
Como é lindo vê-las
Também virar.(bis)
A TIA JAQUINA (Desgarrada)
RAPARIGA:
Dizem que tu ó Jaquim
Tens uma linda namorada
Evitas pensar em mim
Pois daqui não levas nada
RAPAZ:
Enganaram-te ó Jaquina
Eu não namoro alguém
Eu já nasci com a sina
De ser teu, de mais ninguém
RAPARIGA:
Não acredito em ti
Tem paciência Jaquim
São coisinhas que eu já vi
Tu sempre fostes assim
RAPAZ:
Ó Jaquina minha amada
Posso fazer juramento
Porque tu não vistes nada
Nem sequer em pensamento
CORO:
Não estejam com esquisitices, vejam
lá se sim
ou não
Acabem com tais tolices, não pensem falar em
vão
É tempo, não façam coisas no ar
Que as coisa feitas ao vento , só fazem desconfiar
RAPARIGA:
Não podes dizer que minto
O teu amor é fingido
É amor que já não sinto
P'ra é tempo perdido
RAPAZ:
Tu foste sempre teimosa
E eu não gosto de teimar
Não sejas tão desdenhosa
Não penses em me ralar
RAPARIGA:
Não me podes obrigar
A aceitar o teu amor
Ó Jaquim vai passear
Namora seja quem for
RAPAZ:
Já que me falas assim
Acredito seres amada
Não cá para este Jaquim
Que já te não quer para nada
CORO:
Não estejam com esquisitices,................
RAPARIGA:
Aceitarei com franqueza
Se me fores sempre constante
Por seres o rei da beleza
Dum aspecto radiante
RAPAZ:
Jaquina estou muito ferido
Aceitasse quando eu queria
Porque estou comprometido
Com a filha da tia Maria
RAPARIGA:
Não me faças tal partida
Em mim foi uma brincadeira
Tudo são coisas da vida
Juro ser-te Verdadeira
RAPAZ:
Por Deus a graça divina
Deu final a tal intriga
Por gostar de ti Jaquina
Vou deixar a rapariga
CORO:
Não estejam com esquisitices,..................................
S. JOSÉ (Corridinho)
Dia festivo p'ra nós
Só p'ra nós mais que ninguém
Vós ó águas do Mondego
Cantai connosco também
Um corridinho dançado
Dá saúde faz esquecer
São saudades que ficam
Só para nós até morrer
ESTRIBILHO:
Alegria e folgança
Assim mesmo é que é
Deixai-nos reinar agora
Este ano pelo S. José
Paião é terra saudosa
De grata recordação
Nossos pais andam na alma
Porém tu no coração. (bis) |
RAPARIGAS TENTADORAS
(Vira) RAPARIGA:
Os rapazes coitadinhos
Quando nos querem falar.(bis)
Parecem uns pintainhos
Ao pé da mãe a piar.(bis)
RAPAZ:
Não estejas a escarnecer
Não estejas a murmurar.(bis)
Porque eu sempre ouvi dizer
Quem desdenha quer comprar.(bis)
CORO:
Brincam raparigas, rapazes também
Esquecendo fadigas, que a vida contém
E vamos juntinhos a rir e folgar
Aproximadinhos dançar e reinar.(bis)
RAPARIGA:
Os rapazes toleirões
Toma bem nota ó Manel.(bis)
Nas suas declarações
É só por tinta e papel.(bis)
RAPAZ:
Raparigas tentadoras
Não me servem p'ra mulher.(bis)
Todas querem ser senhoras
E trabalhe quem quiser.(bis)
CORO:
Brincam raparigas .....................................
MALHÃO
HOMEM:
Vi-te um dia ó Teresa.(bis)
Vinhas tu de passear
Não me enganei concerteza.(bis)
Eu fiquei logo a pensar
TODOS:
Namoros de agora
São todos assim
Vai-se tudo embora
Do princípio ao fim
MULHER:
Eu não te vi Zé Maria.(bis)
Devia estar distraída
Porque penso noite e dia.(bis)
Nas agruras desta vida
TODOS:
Tu mentes Teresa
Estamos mesmo a ver
O Zé concerteza
Não devia ser
HOMEM:
O Teresa minha amada.(bis)
Não digas mal de ninguém
Ficas sendo alvejada.(bis)
Por toda a gente de bem
TODOS:
Olha lá ó Zé
Tu amas a Teresa
É preciso fé
Na alma portuguesa
MULHER:
Ó Zé Maria descansa.(bis)
Não nasci para dizer mal
O que eu quero é folgança.(bis)
Neste lindo arraial
TODOS:
Cantem com agrado
Dancemos também
Que o malhão cantado
Vai logo e vem
HOMEM:
As cachopas cá da aldeia.(bis)
Quando vêm da igreja
Só falam da vida alheia.(bis)
Não se importam que alguém veja
TODOS:
O Zé tem razão
Em lhe falar assim
Ai malhão malhão
Não duvides de mim
MULHER:
Nesta noite de folia.(bis)
Tudo dança o estaladinho
Até mesmo o Zé Maria.(bis)
Tem por ele certo carinho
TODOS:
Vamos acabar
Com a nossa canção
No fim saudar
Quem ouviu o malhão
O estaladinho é lindo
Não há outro igual
É sempre bem vindo
Cá em Portugal
VIRA DO PAIÃO
O vira quando se dança
Com alegria e vigor.(bis)
É a dança que mais quadra
Para folguedos de amor.(bis)
REFRÃO:
O vira é bonito
Bem reviradinho
Em voltas ligeiras
Com seu amorzinho.(bis)
Dois casamentos felizes
Santo antoninho hoje fez.(bis)
Dançamos todos o vira
A ver a quem segue a vez.(bis)
REFRÃO:
O vira é bonito ..................
Este vira bem dançado
Dá prazer e animação.(bis)
Reparem como eles dançam
Este vira do Paião.(bis)
REFRÃO:
O vira é bonito ...........................
NOITE DE FESTEJOS (Mazurca)
Nesta noite de festejos
Feita de encantos doirados
Trocam-se abraços e beijos
Entre jovens namorados
E os velhinhos saudosos
Ao fitar o pavilhão
Recordam sonhos ditosos
Dos tempos que já lá vão.(bis)
Ó que noite tão formosa
Ó que noite de luar
Tão bela deliciosa
Que Deus fez para te adorar
Já rompeu a madrugada
Adeus ó desilusões
Nesta noite abençoada
De gratas recordações.(bis) |
CANÇÃO DA NOITE Em
noites serenas
Alua a brilhar
os teus lindos olhos
Parece imitar
Fugindo ela vai
Contar o que viu
Promessas de amor
A quem já partiu.(bis)
Sempre cantando e bailando também
Aqui fazemos ouvir nossas canções
Feitas de sonho a tecer ao luar
Trazem com elas gratas recordações
ESTRIBILHO:
A nossa terra
Lindo Paião
É um cantinho
Cheio de Luz
Tem muita vida
Muita beleza
Com tanta graça
Até seduz.(bis)
FADO REGIONAL PORTUGUÊS
RAPAZ:
Passei há dias para o monte
Olhei e vi-te sozinha.(bis)
Estavas sentada na fonte
A encher a cantarinha.(bis)
RAPARIGAS:
Eu também te vi passar
Cabisbaixo e pensativo.(bis)
Devagar e sem falar
Com gesto inofensivo.(bis)
TODOS:
Cantem todos sen demora
O fadinho português
Toda a gente vai agora
Ouvi-lo mais uma vez.(bis)
RAPAZ:
O teu cantar alivia
Mágoas de quem vive triste.(bis)
Quer de noite quer de dia
Meu coração não resiste.(bis)
RAPARIGA:
Padece o meu coração
Chora minha alma também.(bis)
As tuas palavras são
Alívio de quem quer bem.(bis)
TODOS:
Cantem todos sen demora ..........
RAPAZ:
Foi a caminho da aldeia
Que eu te encontrei sem pensar.(bis)
O teu cantar de sereia
Fez-me deveras pensar.(bis)
RAPARIGA:
Vejo que pasmas um pouco
O meu cantar não merece.(bis)
Que fiques assim tão louco
Pois meu coração padece.(bis)
TODOS:
Cantem todos sen demora ...........
MOCIDADE (Vira)
RAPARIGAS:
Rapazes cantai o vira
RAPAZES:
Pequenas cantai também
RAPARIGAS:
Dançando ao som da lira
RAPAZES:
Não aborrece ninguém
Façam ouvir o tacão
Da chinelinha que trazem
Que os rapazes também vão
Fazer como vocês fazem.(bis)
RAPARIGAS:
Já virei
Torna a virar
Já voltei
Juntinha ao par
Se quiseres
Volta comigo
Que eu depois
Volto contigo.(bis)
ESTRIBILHO:
Vamos ao centro
Vira-te agora
Tu bates por dentro
Eu viro por fora
Acerta bem
Com brevidade
Que o vira tem
Vivacidade
Canto singelo
Suave engraçado
É sempre belo
Quando dançado.(bis)
PAIÃO EM FESTA (Marcha)
Ó Paião, paisagem linda
Mais linda ainda
Que embriaga a gente
É para nós um rincão Sagrado
Que o sol doirado
Banha sorridente
Como é belo ver nas colinas
Suas campinas
Sem jamais ter fim
Ó Paião terra de encantos
Sorrisos tantos
Não há outro assim
Nesta nação portuguesa
Nenhuma tem mais beleza
Neste distrito inteiro
É dotado de nobreza
Dum caminho verdadeiro
O valor alto e ufano
Do povo republicam
Faz-nos gritar afinal
Salvé povo lusitano
Salvé, salvé Portugal
RFCP© 1998 |