A pesca foi noutros tempos a actividade mais importante, a qual era utilizada para a sobrevivência da parte da povoação. Era feita manual e artesanalmente.
Havia na praia de Quiaios duas companhas de pescadores. As suas embarcações eram feitas de madeira. À medida que estas chegavam à praia, juntavam-se ali familiares e amigos para ajudarem a puxar as redes carregadas de peixe, sendo mesmo necessário, por vezes, a utilização de duas juntas de bois para auxiliarem no processo - A Tradicional Arte Xávega. Esta prática já não se verifica, mas ainda subsiste uma embarcação em ruínas, que dificilmente tenta sobreviver debaixo dos maus tratos do ar marítimo e de todo o tipo de intempéries.
De salientar o facto de estes pescadores habitarem em palheiros, construídos por eles próprios, na praia, onde actualmente é a povoação da Praia de Quiaios. Esta casa tinha apenas uma divisão, o que demonstra o modo simples da vida destas gentes.
Actualmente, existe somente uma réplica na Praia de Quiaios, dos palheiros outrora construídos.
O turismo começa agora a ser uma das actividades económicas mais produtivas na Praia de Quiaios, pois oferece já um leque de infra-estruturas necessárias como bares, restaurantes, marisqueiras, discoteca, um parque de campismo, Piscinas de adultos e crianças, Colónias de Férias da Cáritas Diocesana e G.N.R. e o Posto da Guarda Nacional Republicana. No entanto, este progresso dá origem a aspectos muito negativos, como é o caso da destruição de sítios típicos e até da própria natureza.
Antes, viam-se juntas de bois a puxarem barcos e redes, hoje só se vêem banhistas e casas arquitectonicamente desfasadas do tempo e do espaço.
A prática da agricultura faz-se como meio de subsistência, mas ainda há quem vá vender os produtos ao mercado da Figueira. As culturas que se produzem são: a batata, o milho, a beterraba, a ervilha, a fava, etc ...