Diário de Coimbra
Segunda-feira, 17 de Setembro 2001

Naval consegue a segunda vitória
A Naval apostou forte no ataque, metendo logo de início os franceses Serville, Coste e Wender, enquanto os nortenhos se limitaram a colocar lá na frente apenas Filipe Azevedo, impotente ante a bem organizada defesa dos anfitriões, se bem que aos 19 minutos Orlando assistisse Márcio Luís e a bola fosse embater nas malhas laterais das balizas confiadas a Mingote.
Até ao golo inaugural, o jogo foi um tanto confuso, mais por culpa dos penafidelenses que congelavam o esférico num aglomerado de jogadores no meio campo, tornando o futebol pouco corrido e sem clarividência. Na sequência duma falta apontada a Gama, que viu o cartão amarelo, Wender, na cobrança dum livre a cerca de 25 metros, marcou um golo de belo efeito, abrindo caminho para uma vitória que não teve contestação.
Antes do intervalo Serville ainda levou a bola para o fundo das redes mas o árbitro assistente do lado da bancada descoberta invalidou o tento por alegada deslocação que se confirmou não ter existido, já que Paulo Torres colocou o francês em jogo.
Pouco depois do recomeço os figueirenses fecharam a contagem através de Valeri que teve excelente resposta a uma assistência de Wender (em grande forma).
O Penafiel ainda tentou reagir, procurando diminuir a diferença, mas a equipa pareceu-nos algo frágil em termos anímicos e os navalistas ainda desperdiçaram novas ocasiões de dilatar o marcador. Na primeira parte os figueirenses levaram algum tempo a entender-se com a povoada estratégia defensiva dos visitantes, que pouco faziam para chegar ao golo, antes pareciam apostados em não perder o jogo e tal posicionamento foi-lhes fatal.
Os navalistas mataram o jogo aos sete minutos do recomeço. Um passe de grande valia técnica de Wender levou a bola a Valeri que não perdoou, já que o internacional Sérgio Leite não tinha quaisquer hipóteses de se opor ao remate.
Os penafidelenses tentaram então reagir contra a corrente do jogo e o “perdido” Filipe Azevedo ainda importunou Mingote, com um cabeceamento que levou a bola a pouca distância da barra. Foi a resposta a um passe de João Paulo. Baha, que entrara a substituir Coste, ainda teve duas soberanas ocasiões de elevar a contagem mas foi demasiado ingénuo ante a figura do guardião dos visitantes. A vitória dos navalistas foi indiscutível ante um adversário que continua sem ganhar neste campeonato.

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