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Naval
agigantou-se na segunda parte
Apesar da
inferioridade numérica no último quarto de hora, a Naval justificou
plenamente o empate e, com um pouco de sorte, poderia ter ido mais além,
se bem que o Portimonense demonstrasse ter uma excelente equipa.
Era previsível que este confronto entre portimonenses e figueirenses
decorresse com bastante empenho, e assim aconteceu, tentando os locais
manter a invencibilidade, pois, conjuntamente com o Estrela da Amadora,
ainda não tinham sofrido o amargo sabor da derrota.
A Naval, fora do seu recinto, ainda não vencera, perdendo no Funchal e
empatando em Ovar, nos dois únicos jogos que disputou fora do seu
recinto.
Reunidos, pois, os condimentos indispensáveis para uma boa receita
desportiva, com a participação de dois conjuntos que estão a léguas
de distância de desistir de chegar aos lugares de acesso.
Como lhe competia, Amílcar Fonseca na legítima intenção de resolver
o jogo rapidamente, fez alinhar de início quatro avançados (!) (Manuel
do Carmo, Chiquinho Conde, Artur Jorge Vicente e Rui Loja), emprestando
à equipa uma força ofensiva que pudesse contrariar o habitual sistema
de contra-ataque dos figueirenses.
A verdade é que foram os navalistas a entrarem melhor, fazendo
funcionar o marcador logo aos 14 minutos, na sequência dum pontapé de
canto cobrado por Wender, depois de no segundo minuto de jogo o mesmo
Wender ter falhado o tento por um triz na marcação de um livre. A bola
passou a rasar o poste direito das balizas confiadas a Botelho.
Após o golo, a Naval pareceu deslumbrar-se com o resultado e recuou
demasiado, permitindo a pressão dos anfitriões que aos 23 e 30 minutos
alteraram o rumo dos acontecimentos, passando a comandar o "placard".
No primeiro golo Manuel do Carmo aproveitou um desentendimento entre os
centrais e no segundo Artur Jorge Vicente, assistido por Rui Loja e
novamente liberto de marcação, atirou à queima-roupa.
A Naval, na contra-ofensiva, procurava aproveitar-se da tremidinha
defesa do Portimonense, mas sem proveito.
Os donos da casa pareciam determinados a exercer uma supremacia que
desse os seus frutos.
A Naval entrou no recomeço com a disposição de alterar o quadro
pontual, vendo-se mais determinada frente a um antagonista que percebeu
os intuitos, defendendo-se com unhas e dentes das arremetidas
intencionais.
A equipa local aparentava alguma fadiga e Sérgio Lavos protagonizou a
reacção da sua equipa, marcando, aos 62 minutos, um golo de antologia,
a passe de Serville.
O Portimonense entrava no último quarto em perfeito desgaste mas a
Naval sofria um revés com a injusta expulsão de Binho.
De salientar nos últimos minutos duas magníficas defesas de Babá e a
expulsão de Wender por tentativa de agressão a Marinho. Arbitragem em
plano aceitável. |