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Naval
venceu a Oliveirense
A PRIMEIRA ilação a
extrair deste jogo é a de que Wender, o goleador da equipa figueirense,
continua a facturar, não deixando um jogo em branco. A segunda é a de
que a formação de Oliveira de Azeméis, apesar de se encontrar na última
posição, criou inúmeras dificuldades aos navalistas e só quebrou no
último quarto de hora quando David, que entrara após o intervalo,
respondeu da melhor maneira a um pontapé de canto cobrado por Wender,
abrindo o activo. O mesmo Wender, com um golo de bandeira, fechou a
contagem, dando então tranquilidade à equipa de José Dinis.
Antes dos locais fazerem funcionar o marcador, a Oliveirense esteve à
beira de marcar. Aos 15 minutos, Conceição, o jogador mais adiantado
da equipa tentou o chapéu mas Babá, que se estreou nas balizas dos
anfitriões, opôs-se com decisão.
A Naval encontrou algumas dificuldades para penetrar na bem escalonada
defesa da turma de Flávio das Neves, que, jogando em linha, ia
colocando os dianteiros da casa em constantes foras-de-jogo. Os
navalistas, com uma equipa mais forte, acabaram por vencer com justiça,
mas o jogo ofereceu-lhes contrariedades inesperadas ante um adversário
que lutou imenso no intuito de pontuar.
Esperava-se, naturalmente, que os visitantes quisessem dar um pontapé
no azar que os tem perseguido, e a táctica utilizada pelo seu técnico
ia surtindo efeito. Defendendo em qualidade e quantidade e partindo para
a contra-ofensiva, a equipa ia, a pouco e pouco, fazendo emperrar a máquina
navalista, e o desafio, à medida que o cronómetro avançava, ia
aumentando as preocupações dos adeptos da formação figueirense, até
porque era notória a falta de fluidez das suas arremetidas.
Aos 11 e 12 minutos os locais levaram algum perigo às balizas de Jorge.
No primeiro lance Coste, com Ditão à ilharga, atirou muito por cima e
no segundo Coste assistiu Sérgio Lavos para este, em desequilíbrio,
rematar ao lado.
Wender era um jogador impiedosamente marcado, manifestando algumas
dificuldades em se soltar. Depois de Conceição estar à beira de
inaugurar o marcador para a Oliveirense, Coste, aos 26 minutos, abriu
para Oliveira e este obrigou Jorge a uma defesa apertada, a dois tempos.
Foi um lance revestido de muito perigo.
Pouco depois, o mesmo Conceição, na sequência dum pontapé de canto,
rematou à queima-roupa para a extraordinária defesa de Babá que ainda
respondeu à recarga com êxito. Era o resultado do futebol de
contra-golpe.
Com nove minutos decorridos no segundo período, Wender cruzou para o
recém-entrado David e este, na cara do guardião, obrigou-o a defesa
apertadíssima. A Naval começava a procurar o golo com insistência e
seria o mesmo David, no seguimento dum canto apontado por Wender e com a
bola a ressaltar na cabeça dum defesa, a acabar com as veleidades dos
forasteiros. Antes do tento da confirmação, da autoria de Wender,
Serville, que entrara a substituir Coste, isolou-se, rematou, mas a bola
embateu no travessão.
Boa arbitragem. |