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As
instalações estão “doentes” mas nos serviços a saúde é boa
A Administração
Regional de Saúde pretende dar “uma ajudinha” ao Hospital Distrital
da Figueira da Foz, colaborando na resolução dos problemas mais
emergentes. Por isso, José Cabeças passou as instalações “a pente
fino”, manifestou-se «impressionado pela positiva» e enalteceu a
qualidade dos serviços
O Serviço de Medicina, as áreas de Laboratório, Farmácia e
Lavandaria foram visitadas por José Cabeças que se inteirou dos
problemas e pôde testemunhar a falta de condições com que alguns
profissionais de saúde se debatem. O presidente da ARS ouviu também os
responsáveis hospitalares, particularmente Fernando Pereira, que falou
do Plano Director do Hospital que está em curso e do novo pavilhão,
cujo ante- projecto já foi adjudicado, e que deverá orçar os 1,5 milhões
de contos, sendo a obra da responsabilidade da Direcção Regional das
Construções Hospitalares.
Um espaço que, segundo o presidente do Conselho de Administração do
HDFF, irá solucionar «o problema do bloco operatório», dinamizando o
ambulatório, quer em termos cirúrgicos, quer de consulta externa. Mas
os investimentos não se ficam por aqui, nem as necessidades. Com verbas
próprias investiu-se na zona da cozinha cerca de 35 mil contos e
inscrita em PIDACC está a obra no recobro anestésico, orçada em cerca
de 42 mil. Por seu lado, José Cabeças admitiu a «existência de situações
que têm de ser resolvidas, disse, «de forma mais urgente», através
de um plano de intervenção, sem «colocar em causa» o Plano Director
do Hospital. Da parte da ARS, sustentou, «viemos dar uma ajuda, para
que, de forma mais emergente, possam surgir algumas propostas a
problemas existentes». Essas intervenções passarão pela Pediatria,
com a climatização do espaço e a aquisição de incubadoras, pela
Medicina e pelo Hospital de Dia.
O presidente da ARS dizendo-se «impressionado pela positiva»,
admirando a «dedicação» dos profissionais, defendeu ser necessário
criar-lhes condições e dar-lhes «uma resposta», com a apresentação
«urgente» de um plano de intervenção.
Assim sendo, neste plano de emergência serão investidos cerca de 150
mil contos, vindos 75% de fundos comunitários através do III QÇA e os
restante 25% serão assumidos pelo Governo, via PIDACC.
No HDFF trabalham mais de meio milhar de pessoas, entre as quais 84 médicos,
196 enfermeiros, 134 auxiliares de acção médica, que pretendem para
este ano «incrementar o ambulatório, optimizar a articulação com o
Centro de Saúde e diferenciar tecnicamente as áreas de apoio à
actividade clínica». Só no ano passado, naquela unidade de saúde,
efectuaram-se mais de 6.500 internamentos, 60 mil consultas, cerca de 80
mil urgências e 3.300 intervenções cirúrgicas. Números que este
ano, deverão aumentar substancialmente.
Bela
Coutinho
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