Diário de Coimbra
Quinta-feira, 31 de Maio 2001

 As instalações estão “doentes” mas nos serviços a saúde é boa
A Administração Regional de Saúde pretende dar “uma ajudinha” ao Hospital Distrital da Figueira da Foz, colaborando na resolução dos problemas mais emergentes. Por isso, José Cabeças passou as instalações “a pente fino”, manifestou-se «impressionado pela positiva» e enalteceu a qualidade dos serviços

O Serviço de Medicina, as áreas de Laboratório, Farmácia e Lavandaria foram visitadas por José Cabeças que se inteirou dos problemas e pôde testemunhar a falta de condições com que alguns profissionais de saúde se debatem. O presidente da ARS ouviu também os responsáveis hospitalares, particularmente Fernando Pereira, que falou do Plano Director do Hospital que está em curso e do novo pavilhão, cujo ante- projecto já foi adjudicado, e que deverá orçar os 1,5 milhões de contos, sendo a obra da responsabilidade da Direcção Regional das Construções Hospitalares.
Um espaço que, segundo o presidente do Conselho de Administração do HDFF, irá solucionar «o problema do bloco operatório», dinamizando o ambulatório, quer em termos cirúrgicos, quer de consulta externa. Mas os investimentos não se ficam por aqui, nem as necessidades. Com verbas próprias investiu-se na zona da cozinha cerca de 35 mil contos e inscrita em PIDACC está a obra no recobro anestésico, orçada em cerca de 42 mil. Por seu lado, José Cabeças admitiu a «existência de situações que têm de ser resolvidas, disse, «de forma mais urgente», através de um plano de intervenção, sem «colocar em causa» o Plano Director do Hospital. Da parte da ARS, sustentou, «viemos dar uma ajuda, para que, de forma mais emergente, possam surgir algumas propostas a problemas existentes». Essas intervenções passarão pela Pediatria, com a climatização do espaço e a aquisição de incubadoras, pela Medicina e pelo Hospital de Dia.
O presidente da ARS dizendo-se «impressionado pela positiva», admirando a «dedicação» dos profissionais, defendeu ser necessário criar-lhes condições e dar-lhes «uma resposta», com a apresentação «urgente» de um plano de intervenção.
Assim sendo, neste plano de emergência serão investidos cerca de 150 mil contos, vindos 75% de fundos comunitários através do III QÇA e os restante 25% serão assumidos pelo Governo, via PIDACC.
No HDFF trabalham mais de meio milhar de pessoas, entre as quais 84 médicos, 196 enfermeiros, 134 auxiliares de acção médica, que pretendem para este ano «incrementar o ambulatório, optimizar a articulação com o Centro de Saúde e diferenciar tecnicamente as áreas de apoio à actividade clínica». Só no ano passado, naquela unidade de saúde, efectuaram-se mais de 6.500 internamentos, 60 mil consultas, cerca de 80 mil urgências e 3.300 intervenções cirúrgicas. Números que este ano, deverão aumentar substancialmente.  

 

 

Bela Coutinho

 

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