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Centro
de Saúde da terceira geração na Figueira da Foz
O Centro de Saúde da
Figueira da Foz vai ser um dos primeiros no país a implementar a «autonomia
de gestão» até ao final do ano. Depois de um processo de reorganização
interna, trabalha-se actualmente numa «descentralização da gestão»,
para permitir aos quase 70 mil utentes, mais e melhores serviços
Com um orçamento de 2,5 milhões de contos e quase 160 funcionários, o
Centro de Saúde da Figueira da Foz entrou num processo de «reorganização
interna», para descentralizar a gestão e tornar-se «menos pesado»,
gerando assim «uma resposta mais adequada». Nessa reorganização, «quase
concluída», segundo o seu director, criaram-se quatro zonas, a urbana
um, que engloba as freguesias de S. Julião e Vila Verde, a urbana dois,
com Buarcos e Quiaios, e as zonas norte e sul, com todas as outras
freguesias, conforme a sua situação geográfica.
Este é um modelo que, para Victor Sarmento, «é melhor que o anterior»,
e prepara aquele organismo para a nova Lei da Saúde que se avizinha,
com autonomia de gestão e que permite também «uma maior
responsabilidade, maior e melhor resposta aos cuidados de saúde e a
satisfação de todos os profissionais», disse. Esta nova dinâmica
permitiu também a criação de nove programas de medicina preventiva,
apresentados na passada segunda-feira, na presença do presidente da ARS
de Coimbra e da Coordenadora Regional de Saúde.
Hermínia Simões, depois de conhecer os programas de acção,
considerou não ter sido «por acaso», que o Centro de Saúde da
Figueira «foi escolhido» para ser piloto, nos centros de terceira geração.
Considerando-o «extremamente avançado», em relação a outros centros
de saúde, a coordenadora regional sublinhou que quem vai beneficiar
«é a população».
Grupo de Promoção
da saúde lança nove
programas preventivos
Palavras de apreço subscritas por José Cabeças, que aproveitou para
convidar o director do Centro de Saúde Victor Sarmento a apresentar os
programas noutros centros da região. É que para o presidente da ARS de
Coimbra «houve um perfeito entendimento do que deve ser a rede do Serviço
Nacional de Saúde», ao mesmo tempo que defendeu que os nove programas
abrangem «aquilo que entendemos que devem ser as prioridades». José
Cabeças entende que um centro de saúde «deve deixar de ser centro de
doença» e por isso, o apreço quanto ao trabalho que vise a prevenção.
Uma equipa multidisciplinar, composta por vinte profissionais da saúde
do concelho, tem estado, desde Janeiro deste ano, a trabalhar em nove
programas de medicina preventiva, dando prioridade a algumas áreas
importantes para promover a saúde, prevenindo a doença e despistando-a
precocemente.
Estes programas foram já apresentados a vários conselhos directivos
das escolas dos 2.º e 3.º ciclos, e a todas as do 1.º ciclo e alguns
jardins de infância. Neste último caso, com particular incidência no
programa da “Vacinação”, o «pilar fundamental da medicina
preventiva», e que visa melhorar a cobertura vacinal e diminuir a incidência
das doenças evitáveis pela vacinação.
Também a “Saúde Oral” tem como público alvo particularmente os
mais pequenos, com acções de educação, através de uma higienista
oral, contratada pelo Centro de Saúde, assim como o programa “Saúde
Escolar”, com exames globais a pelo menos 25% do total de crianças
que fazem 6 anos em 2001.
Os programas “Prevenção do Tabagismo”, “Prevenção do
Alcoolismo” e “Sexualidade, Contracepção e Doenças Sexualmente
Transmissíveis” englobam acções de formação nos estabelecimentos
de ensino, folhetos informativos a todos e uma forte campanha publicitária,
alertando para os riscos. O “Rastreio do Cancro de Mama” é para
todas as mulheres inscritas no Centro de Saúde com idades entre os 45 e
os 69 anos e pretende alertar a opinião pública para a importância da
prevenção do cancro.
Finalmente, a “Campanha de Verão” vai ter acções específicas nas
praias com a intervenção dos nadadores-salvadores e bares, e a
“Promoção da Qualidade das Águas e dos Alimentos” pretende
alertar para questões como a conservação dos alimentos, os cuidados a
ter para prevenir as intoxicações, o alerta em relação à qualidade
das águas, particularmente, nas zonas rurais, entre outras acções.
Bela
Coutinho
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