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Vivenda
crivada de balas
A vivenda de um
emigrante na Suiça foi alvo de duas dezenas de tiros, de vários
calibres, que só não atingiram a dona da casa e a filha por um triz,
quando estas estavam a ver televisão. O insólito é que os autores dos
disparos terão atirado sobre a vivenda errada
Na tarde da passada quinta- feira, por volta das 16h00, um industrial da
construção civil, que possui um armazém na Rua da Figueira da Foz, na
Serra das Alhadas, apanhou em flagrante um indivíduo de etnia cigana a
roubar-lhe material do armazém. Perante os factos, deu uma tareia no
assaltante que, entretanto, fugiu.
À noite, cerca das 22h35, sem que ninguém se apercebesse de qualquer
movimentação, ouviu-se na localidade um forte tiroteio - «até
pareciam rajadas», dizia-nos um vizinho – e, num repente, uma vivenda
ficou crivada de tiros.
Presume-se que, dois ou mais indivíduos, julgaram que a casa que fica
em frente ao armazém assaltado seria pertença do industrial em questão,
só que não era.
Os tiros ficaram crivados na parede da habitação (rés-do-chão e 1.º
andar), tendo alguns dos projécteis atingido a persiana e vidros das
portas da sala, atravessando as almofadas do sofá onde estavam sentadas
a mãe e filha, de 13 anos, a verem televisão, terminando a sua marcha
nos móveis e parede.
Uma das 22 munições que ficaram marcadas atingiu ligeiramente um pé
da filha do casal que, felizmente, não necessitou receber tratamento
hospitalar, muito embora os familiares insistissem que o deveria fazer
por precaução.
Ninguém viu nada, mas rapidamente os vizinhos apareceram no local a
manifestar a sua solidariedade. Houve mesmo quem desse uma volta pelas
redondezas a ver se descobria alguém, o mesmo fazendo a GNR do Posto de
Maiorca quando chegou ao local para tomar conta da ocorrência. Já de
madrugada, especialistas em balística estiveram no local para
investigar as marcas e os invólucros.
José
Santos
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