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Naval
“incendiou” Penafiel
Penafiel - 0
Tó Ferreira, Celso, Bruno Ferraz, Edu, Nelson, Paulo Sousa, Loukima,
Pedrinha, Zacarias, Rui Gomes e Mauro.
Substituições: Nelson por Orlando (42 m.) e Pedrinha por Fábio (64
m.).
Suplentes não utilizados: Artur, Madureira, Zé Aníbal, Cerqueira e
Bruno Duarte.
Treinador: Ricardo Formosinho
NAVAL - 1
Yannick, Hugo, Marco Brás, Tixier, José Carlos, Binho, Valery, Rui
Mendes, Paulo Raquete, Sérgio Lavos e Wender.
Substituições: Paulo Raquete por Marinho (45 m.), Sérgio Lavos por
Rui Carlos (70 m.) e Binho por Ramia (81 m.),
Suplentes não utilizados: Mingote, Oliveira, Salviat e Carlos Gomes.
Treinador: José Dinis.
Estádio 25 de Abril, Penafiel.
Assistência: Cerca de 4000 espectadores.
Árbitro: Olegário Benquerença (Leiria).
Assistentes: J. Chilrito e Sérgio Lacroix,
4.º árbitro: José Mesquita.
Ao intervalo: 0-0.
Marcador: Wender (89 m.).
Acção disciplinar: Cartão amarelo para Binho (27 m.), Loukima (35
m.), Rui Mendes (58 m.), Hugo (63 m.), Paulo Sousa (66 m.) e Bruno
Ferraz (78 m.).
O QUE se passou em Penafiel foi uma autêntica vergonha, mais uma
machadada no já tão maltratado futebol nacional. A Naval cometeu o
“crime” de ganhar um jogo em que teve uma postura inteligente, mas
sobretudo digna, e de certo modo pagou por isso, já que uma boa fatia
do público teve um comportamento hostil, incluindo a danificação
parcial do autocarro com ferimentos ligeiros em jogadores, e tentativas
de agressão a adeptos que se manifestaram quando do golo que ditou a
sorte do desafio.
O minuto 89 foi fatídico para o jogo. O Penafiel precisava de ganhar
para garantir a subida de divisão, mas os navalistas, num contragolpe,
e através dum passe espectacular de Marinho para Wender que em posição
perfeitamente legal, recebeu e ludibriou um defesa, para completar o
lance com um chapéu monumental a Tó Ferreira, deitaram por terra, pelo
menos temporariamente, as aspirações dos nortenhos.
Então foram mosquitos por cordas. Um sector do público da bancada
descoberta agrediu com diversos objectos o árbitro assistente Sérgio
Lacroix, que caiu no relvado, sendo necessária assistência médica.
Olegário Benquerença, como solução de recurso, trocou os
“bandeirinhas” e quando o delegado da Liga entrava no campo para
apaziguar os ânimos, foi também atingido com uma garrafa.
Naval marca
A Naval entrou bem, caiu no meio-campo do Penafiel mas não criava situações
de perigo ao invés dos locais que aos 11 minutos desperdiçaram um
excelente ensejo, com Mauro a cruzar para Zacarias e este, à boca das
redes, a rematar ao lado.
Era notória a maior produção ofensiva dos penafidelenses, mas o espírito
de equipa dos navalistas veio ao de cima, com uma interligação entre
sectores, sentido de entreajuda e, sobretudo, a zona defensiva bem
povoada e tacticamente bem escalonada.
O Penafiel, no segundo tempo, entrou a todo o “gás”. Aos 50 minutos
Yannick foi chamadouma grande defesa a remate de Rui Gomes.
Os figueirenses seguravam o jogo com uma super-defesa, contra-atacando
sempre que possível, e com algum sentido de perigosidade. O jogo ganhou
enorme emoção à medida que se aproximava do seu final, com o Penafiel
a procurar a todo o custo chegar à vitória.
O último reduto dos navalistas ia aguentando, com alguma dificuldade, o
arreganho dos locais e os derradeiros minutos foram dramáticos.
A Naval, contra todas as expectativas, chegaria ao triunfo através duma
contra-ofensiva, em que Marinho assistiu Wender e este, com habilidade,
levou a bola para o fundos das balizas confiadas a Tó Ferreira.
Depois de larga interrupção, o jogo recomeçou com os visitados a
tentarem o tudo por tudo, mas Yannick, no último momento, negou-lhes o
empate, efectuando uma defesa que parecia impossível a remate de Mauro,
à boca das redes.
Equipa regressou de táxi
O autocarro da comitiva navalista, com os vidros partidos, ficou retido
em Águas Santas, e os jogadores, alguns com ligeiros ferimentos, foram
obrigados a regressar de táxi até à Figueira da Foz.
Aníbal
José de Matos
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