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Espanhóis
interessados na zona industrial
A Figueira da Foz e o
seu Parque Industrial foram ontem apresentados a um grupo de
investidores espanhóis, em Vigo. A Paraindústria e o Instituto do Comércio
Externo (ICEP) consideraram a experiência «muito positiva», e
projectam nova apresentação em Salamanca
O potencial turístico do concelho, em geral, e do Parque Industrial, em
particular, foram apresentados a cerca de 20 empresários e vários orgãos
de comunicação social de Vigo, através de diverso material
promocional e por “data show” (via computador). Tratou--se de uma acção
conjunta do ICEP e Paraindústria, visando atrair «potenciais
investidores».
José Cardoso, técnico da autarquia, focou as belezas naturais da
Figueira da Foz, os pólos de animação, as estruturas hoteleiras, o
património e os projectos, os que já estão em andamento, como o
Centro de Artes e Espectáculos, e os que irão existir no futuro, como
o campo de golfe. Os espanhóis presentes gostaram, mas o seu interesse
estava mais virado para a zona industrial, motivo que os levou ao Hotel
Palácio de Vigo.
A localização, o porto, as ligações rodo e ferroviárias (as actuais
e as que estão em projecto), as infra-estruturas, a área disponível e
o preço, foram alguns dos muitos aspectos focados e que motivaram o
forte interesse de todos os presentes, a quem foi igualmente explicado
que a Figueira da Foz pretende «um desenvolvimento económico
sustentado», com projectos compatíveis com o meio ambiente, com
diversidade de áreas de negócios, com captação de jovens e mão de
obra qualificada e que se insiram no âmbito das novas tecnologias.
Javier Santos, do ICEP de Madrid, e João Pedro Alves, da Direcção de
Investimento Internacional do mesmo organismo, explicaram, por seu lado,
os incentivos do Estado português a investidores estrangeiros. No final
do encontro, disseram ao nosso Jornal que, apesar da zona industrial
figueirense ainda não possuir gás natural, tem outras infra-estruturas
«que muitas zonas do país não podem oferecer».
Considerando a localização como «óptima», uma vez que fica no
litoral, «muito próximo do porto, da auto--estrada, e das ligações
ao IP-3 e IP-5», promoveram esta apresentação, até porque, existem
«muitos projectos que se estão a localizar em Portugal, para
posteriormente virem a fornecer empresas que estão sediadas em Vigo».
A proximidade daquela cidade espanhola e os «bons acessos» levou
aqueles responsáveis a concluir que, no futuro, «Portugal poderá ser
um pólo para potenciais fornecedores de empresas sediadas na região de
Vigo».
Maria do Rosário
garante que “valeu a pena”
A administradora-delegada da Paraindústria (empresa que gere a zona
industrial, com capital maioritariamente da autarquia), estava, no final
da jornada, visivelmente satisfeita, apesar de admitir que gostaria de
ter mais presenças naquela apresentação. Todavia, a adesão dos
empresários espanhóis resultou num «número significativo e
importante», e acrescentou, «valeu a pena».
Maria do Rosário Águas, além da sessão, falou com pessoas no seu
entender «francamente interessadas», alguns interlocutores de
investidores, que pediram a documentação do regulamento e da
candidatura. Inclusivamente, referiu, «um dos investidores quis saber
como se processava em termos de licenciamento industrial», uma vez que,
no que respeita ao aspecto urbanístico, «está profundamente
ultrapassado», pois é a Paraindústria que trata de todo o processo,
ajudando também na sua elaboração.
Quanto ao licenciamento industrial, a empresa, que «privilegia o diálogo
com a Direcção Regional da Indústria», quase que «substitui o
empresário estrangeiro», para evitar «as maçadas do vaivém», pois
«existe exactamente para simplificar todo o processo».
A presença do ICEP no encontro foi, para aquela responsável, «um bom
exemplo da cooperação entre uma autarquia e uma instituição do
Estado», uma vez que o ICEP existe para fazer a promoção do país e
atrair para Portugal o investimento estrangeiro. Daí que, Rosário Águas
considere aquele organismo «extraordinário», uma vez que patrocinou a
apresentação e fez os contactos, dando «consistência» ao
“produto” apresentado.
Bela
Coutinho
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