|
Bons
resultados desportivos mas gestão financeira negativa
«Fizemos mais do que
estava ao nosso alcance nas várias modalidades», disse Aprígio
Santos, presidente da Naval, na Assembleia Geral de apresentação das
contas do exercício de 2000, em que os resultados financeiros não
correspondem aos êxitos desportivos
Dentro de 15 dias, a nova equipa de futebol sénior da Naval deverá
estar formada, anunciou o presidente do clube, Aprígio Santos, durante
a apresentação das contas de 2000, que juntou cerca de duas dezenas de
associados. Desta forma, acrescentou, o clube figueirense poderá
encarar o futuro «com optimismo e muita realidade».
A actividade da Naval no decurso deste ano continuou a ser no sentido da
continuidade da promoção e dinamização da prática desportiva, na
dignificação do clube e da cidade. Segundo Aprígio Santos, nas
modalidades amadoras «houve um acréscimo de praticantes», o que
originou um reforço de equipamentos e de técnicos no que se refere ao
futebol amador. Nesta área realce para a continuidade da equipa de
iniciados no nacional, enquanto que a equipa de juvenis subiu ao
nacional, tendo os restantes conjuntos mantido um nível de rendimento
acima da média.
No tiro, João Carlos continua em evidência, enquanto que, no remo, os
jovens praticantes estão a somar títulos nacionais e a dar alguns
atletas para provas internacionais em representação de Portugal.
No basquetebol, a equipa principal manteve-se na 1.ª Divisão Nacional
e as camadas jovens cumpriram com as linhas estabelecidas pelos seus
directores.
Resultados
financeiros
com 128 mil contos
negativos
No prosseguimento da reunião, presidida por Aguiar de Carvalho, embora
os resultados financeiros apresentados não sejam os melhores, a
Assembleia Geral aprovou por unanimidade o balanço e contas do exercício
de 2000, cujos resultados são negativos.
Ao nível da actividade desenvolvida, os proveitos operacionais
mantiveram o nível registado no ano de 1999, apresentando mesmo um
ligeiro acréscimo para os 103,8 mil contos. Registou-se uma melhoria
nas receitas de publicidade, que rondou em 26 mil contos e um decréscimo
nas receitas de “quotas suplementar”” e de “quotização” em 8
mil contos.
Ainda a destacar, pela negativa, a diminuição dos subsídios à
exploração, em face do decréscimo sentido no apoio proveniente da
autarquia, pese embora o acréscimo verificado no apoio de outras
entidades, das quais se destaca a Sociedade Figueira Praia.
Segundo explicações aos associados, os custos operacionais elevaram-se
a 211,5 mil contos em face dos 185,5 mil contos em 1999, registando um
acréscimo de 14%. Para tal contribuiu o acréscimo nas rubricas de
fornecimentos e serviços externos, mais 27%, em parte justificado por
um aumento nos custos com “deslocações” em mais 5,5%, com relevo
para as deslocações às regiões autónomas, com “rendas e
alugueres” em mais 29%, e com “inscrições” de atletas em mais
84%, fruto dos custos de inscrição inicial de atletas estrangeiros, e,
não menos importante, nos “custos com o pessoal” em mais 9%, facto
justificado no reforço da equipa profissional de futebol e na forte
pressão salarial sentida ao nível do futebol profissional.
Desta forma, assistiu-se a uma deterioração dos resultados
operacionais negativos em 107,6 mil contos, menos 23,3 mil contos face
aos apurados em 1999. Os resultados financeiros cresceram cerca de 13,1
mil contos, para 19,5 mil contos, face ao acréscimo do endividamento
bancário líquido. Assim, em conformidade, registou-se resultados
correntes negativos em 127, 1 mil contos, menos 38,4 mil contos aos
registados em 1999. Após resultados extraordinários o resultado líquido
do exercício de 2000 fixou-se em 128,8 mil contos, negativos.
José
Santos
|