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“Ex-libris”
da Figueira demolido em Setembro
Os prazos ficaram
fixados numa reunião entre a Câmara Municipal e nove arrendatários de
espaços comerciais na esplanada Silva Guimarães. Até 7 de Setembro as
máquinas “entram em cena” para demolir a estrutura. Mas o comércio
deverá fechar logo no dia 2
Estão definidos os prazos de arranque da intervenção que vai
transformar por completo actual esplanada Silva Guimarães. A intervenção
vai começar mesmo com a demolição total da estrutura, para dar lugar
ao novo projecto.
Esta semana, o vereador Miguel Almeida reuniu-se com os arrendatários
dos espaços comerciais do piso térreo, para coordenar os prazos de
encerramento e de início de intervenção. De acordo com o autarca, os
comerciantes acordaram que todos os espaços terão de estar livres até
dia 7 de Setembro, «data em que as máquinas começam a trabalhar».
A proposta básica aponta para o encerramento de todo o comércio no dia
31 de Agosto, mas tendo em conta que se trata de uma sexta-feira, os
estabelecimentos deverão ainda estar abertos no sábado e domingo. «Não
foi imposta uma data de encerramento, mas o que é certo é que todos os
espaços terão de estar limpos até ao dia 7 de Setembro», salientou
Miguel Almeida.
O autarca mostrou-se ainda «satisfeito com a postura assumida pelos
comerciantes» e agradeceu «a compreensão demonstrada ao longo do
tempo deste processo».
Mais espaços
de animação
Com esta intervenção na Esplanada Silva Guimarães, um dos ex-libris
da Figueira da Foz, a autarquia pretende atingir dois objectivos. Por um
lado, resolver a questão da insegurança estrutural da construção -
assinalada num relatório do Laboratório Nacional de Engenharia Civil
que motivou o encerramento da parte de cima da esplanada -, por outro é
promovida uma reconversão global de um dos “postais” turísticos
figueirenses.
O valor da empreitada ascende a 400 mil contos, sendo que o aspecto
global do edifício deverá manter-se semelhante.
As principais mudanças deverão operar-se ao nível do rés-do-chão.
De acordo com Miguel Almeida, «só um dos espaços existentes ficará
mais pequeno», enquanto os restantes «ficam com as mesmas dimensões
ou maiores». No entanto, desaparecem alguns espaços, como os balneários
públicos, a bomba de gasolina e um stand automóvel.
Estas alterações deverão assim libertar áreas. As contas da
autarquia apontam para a criação de quatro ou cinco novos espaços,
que serão disponibilizados mediante concurso. Entre estes, está
prevista uma área de maiores dimensões, a concessionar pela autarquia,
destinada a uma discoteca ou restaurante.
Paulo
Gonçalves
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