Diário de Coimbra
Sabado, 9 de Junho 2001

 

“Ex-libris” da Figueira demolido em Setembro
Os prazos ficaram fixados numa reunião entre a Câmara Municipal e nove arrendatários de espaços comerciais na esplanada Silva Guimarães. Até 7 de Setembro as máquinas “entram em cena” para demolir a estrutura. Mas o comércio deverá fechar logo no dia 2

Estão definidos os prazos de arranque da intervenção que vai transformar por completo actual esplanada Silva Guimarães. A intervenção vai começar mesmo com a demolição total da estrutura, para dar lugar ao novo projecto.
Esta semana, o vereador Miguel Almeida reuniu-se com os arrendatários dos espaços comerciais do piso térreo, para coordenar os prazos de encerramento e de início de intervenção. De acordo com o autarca, os comerciantes acordaram que todos os espaços terão de estar livres até dia 7 de Setembro, «data em que as máquinas começam a trabalhar».
A proposta básica aponta para o encerramento de todo o comércio no dia 31 de Agosto, mas tendo em conta que se trata de uma sexta-feira, os estabelecimentos deverão ainda estar abertos no sábado e domingo. «Não foi imposta uma data de encerramento, mas o que é certo é que todos os espaços terão de estar limpos até ao dia 7 de Setembro», salientou Miguel Almeida.
O autarca mostrou-se ainda «satisfeito com a postura assumida pelos comerciantes» e agradeceu «a compreensão demonstrada ao longo do tempo deste processo».

Mais espaços
de animação

Com esta intervenção na Esplanada Silva Guimarães, um dos ex-libris da Figueira da Foz, a autarquia pretende atingir dois objectivos. Por um lado, resolver a questão da insegurança estrutural da construção - assinalada num relatório do Laboratório Nacional de Engenharia Civil que motivou o encerramento da parte de cima da esplanada -, por outro é promovida uma reconversão global de um dos “postais” turísticos figueirenses.
O valor da empreitada ascende a 400 mil contos, sendo que o aspecto global do edifício deverá manter-se semelhante.
As principais mudanças deverão operar-se ao nível do rés-do-chão. De acordo com Miguel Almeida, «só um dos espaços existentes ficará mais pequeno», enquanto os restantes «ficam com as mesmas dimensões ou maiores». No entanto, desaparecem alguns espaços, como os balneários públicos, a bomba de gasolina e um stand automóvel.
Estas alterações deverão assim libertar áreas. As contas da autarquia apontam para a criação de quatro ou cinco novos espaços, que serão disponibilizados mediante concurso. Entre estes, está prevista uma área de maiores dimensões, a concessionar pela autarquia, destinada a uma discoteca ou restaurante.  

 

 

Paulo Gonçalves

 

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