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Lusitanos
ratificaram vitória do Mundial
PORTUGAL - 9
Zé Miguel; Hernâni, Nunes, Alan e Madjer.
Jogaram ainda: Pedro Jorge, Marinho, João António e Barraca,
Treinador: Alexandre Julião.
FRANÇA - 5
Barrabe, Squaglia, Ottavy, Cantona e Fournier. Jogaram ainda Ferhaoui,
Faye, Pascual e Jairzhino.
Treinador: Joel Cantona.
1.º período: 6-1
2.º período: 2-2.
3.º período: 1-2.
Marcha do marcador: 1-0 (Alan, de gp, 2 m.), 2-0 (Alan, 5 m.), 3-0 (Hernâni,
7 m.), 4-0 (Pedro Jorge, 8 m.), 4-1 (Squaglia, de gp 10 m.), 5-1 (Madjer,
11 m.), 6-1 (Madjer ,12 m.), 7-1 (Alan, 15 m.), 7-2 (Faye, 18 m.), 7-3 (Cantona,
19 m.), 8-3 (Hernâni, 22 m.), 8-4 (Ferhaoui, 27 m.), 9-4 (Hernâni, 28
m.) e 9-5 (Squaglia, 32 m.).
Acção disciplinar: Cartão amarelo para Squaglia, Jairzhino, Barrabe e
Alan. Cartão azul para Jairzhino.
Estádio montado na Praia da Figueira da Foz.
Árbitros: Elias Coelho (Brasil) e Luís Antoñana (Espanha).
PORTUGAL entrou com o pé direito na VI edição do Mundialito de
Futebol de Praia que ontem começou a disputar-se na Figueira da Foz
perante cerca de 3000 espectadores que encheram literalmente a
“arena” montada, como habitualmente, na Praia da Claridade
O forte vento que se fez sentir tirou algum brilho ao encontro entre
portugueses e franceses, mas tal não impediu que o jogo decorresse com
entusiasmo se bem que do ponto de vista técnico estivesse uns furos
abaixo do que as duas selecções podem e sabem produzir.
A arbitragem esteve de certo modo em foco neste desafio de abertura do
Mundialito, e a sua actuação pautou-se pela negativa, sendo os mais
queixosos os gauleses que se viram a perder por 0-1 com uma grande
penalidade forçadíssima.
A equipa das “quinas” cedo adquiriu a indispensável tranquilidade,
chegando ao fim do primeiro período a vencer por um contundente 6-1.
A sorte nada quis coma equipa de Cantona que viu a barra e os postes
devolverem alguns remates que levavam o selo de golo. Ao invés a
felicidade colaborou com o engenho do seleccionado nacional que a partir
do período inicial quase se limitou a gerir o resultado, respondendo
com alguma fragilidade ao ímpeto da selecção francesa que chegou a
acreditar na reviravolta do resultado.
Quando o “placard” acusava 4-0 já Cantona e Fournier tinham
disparado remates ao poste e ao travessão. Os franceses rematavam
muito, desenvolviam um futebol mais rente à areia, enquanto a equipa
portuguesa praticava um jogo mais prático, com a bola quase sempre
acima do solo.
De salientar a prestação de Alan e de Hernâni, cada um a assinar
três golos.
Portugal repetiu, desta forma, o êxito conseguido no Brasil quando
derrotou, na final do campeonato do mundo, a França por 9-3,
alimentando, desta forma, a esperança de, pela primeira vez, triunfar
nesta edição do Mundialito, a única competição que nunca ganhou. De
lamentar algumas atitudes no final do encontro, extremamente
desagradáveis, situações que nunca se tinham verificado nesta
importante prova do futebol de praia. A equipa francesa não escondia a
sua insatisfação pela derrota.
Aníbal
José de Matos
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