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Acesso
vedado a Moinho de Marés indigna população do Alqueidão
A vedação dos
acessos ao Moinho de Marés está a indignar a população do Alqueidão
que utilizava a zona para a matança do porco, a apanha da amêijoa e de
juncos. A proprietária da Quinta
do Canal diz que o encerramento é devido ao período da caça, mas fala
também em actos de vandalismo.
Com os caminhos de acesso ao Moinho de Marés (ou das Doze Pedras)
vedados, a população do Alqueidão sente-se “indignada” por lhe
cortarem a passagem a um espaço que faz parte das recordações da
maioria. «O povo sente-se agredido», afirmam, ao mesmo tempo que
acreditam que, se houvesse mais assiduidade à zona, «não se degradava
tanto». Por isso, prometem «não ficar quietos», enquanto a
normalidade não for restabelecida.
A “normalidade” é o livre acesso a uma quinta que é privada, a
Quinta do Canal, propriedade da Sociedade da Companhia da Quinta do
Canal, cujos campos e algumas das estruturas que serviam de apoio
aguardam pelo projecto de turismo rural, a candidatar ao programa Leader
II. Maria Luísa Santiago, uma das proprietárias da Quinta do Canal,
sustenta que alguns dos edifícios que já não têm utilidade agrícola
seriam recuperados, como as casas dos antigos trabalhadores, a vacaria e
outros. Um destino que se revestiria de todo «o interesse», uma vez
que se trata de «uma boa área, com uma zona muito agradável e junto
do rio e do centro da Figueira da Foz», sustenta.
Bela
Coutinho
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