Diário de Coimbra
Quarta-feira, 29 de Agosto 2001

 Acesso vedado a Moinho de Marés indigna população do Alqueidão
A vedação dos acessos ao Moinho de Marés está a indignar a população do Alqueidão que utilizava a zona para a matança do porco, a apanha da amêijoa e de juncos. A proprietária da Quinta
do Canal diz que o encerramento é devido ao período da caça, mas fala também em actos de vandalismo.
Com os caminhos de acesso ao Moinho de Marés (ou das Doze Pedras) vedados, a população do Alqueidão sente-se “indignada” por lhe cortarem a passagem a um espaço que faz parte das recordações da maioria. «O povo sente-se agredido», afirmam, ao mesmo tempo que acreditam que, se houvesse mais assiduidade à zona, «não se degradava tanto». Por isso, prometem «não ficar quietos», enquanto a normalidade não for restabelecida.
A “normalidade” é o livre acesso a uma quinta que é privada, a Quinta do Canal, propriedade da Sociedade da Companhia da Quinta do Canal, cujos campos e algumas das estruturas que serviam de apoio aguardam pelo projecto de turismo rural, a candidatar ao programa Leader II. Maria Luísa Santiago, uma das proprietárias da Quinta do Canal, sustenta que alguns dos edifícios que já não têm utilidade agrícola seriam recuperados, como as casas dos antigos trabalhadores, a vacaria e outros. Um destino que se revestiria de todo «o interesse», uma vez que se trata de «uma boa área, com uma zona muito agradável e junto do rio e do centro da Figueira da Foz», sustenta.  

 

 

Bela Coutinho

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