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Faltam
verbas para vigiar praias
As praias da área de
jurisdição da capitania da Figueira da Foz, não vão ter este mês, a
exemplo dos anos anteriores, um reforço de vigilância. Os «constrangimentos
financeiros» a isso obrigam, mas os banhistas podem contar com o
empenho da Polícia Marítima, que duplicou as horas de trabalho
Com 14 polícias marítimos e uma área de jurisdição de dezenas de
quilómetros (do norte da Praia do Pedrógão, ao sul da Praia de Mira),
a capitania do porto da Figueira da Foz, tem feito “verdadeiros
milagres”, ao dar conta do serviço. O comandante da capitania,
Fonseca Garcia, fala no «espírito de grupo» e na «compreensão» dos
seus homens, que além de «excederem em muito» o dobro do horário
normal de trabalho, sem qualquer retribuição financeira, ainda
utilizam em serviço, as viaturas pessoais.
É que as medidas tomadas pela Armada Portuguesa de redução nas verbas
anuais atribuídas às capitanias a tal obriga e, neste momento, a verba
para combustível está «perigosamente perto da dotação máxima que
nos é atribuída», refere Fonseca Garcia, explicando no entanto que,
face a esta situação, o sistema de autoridade marítima, colocou «atempadamente»
este problema ao Almirante Chefe de Estado da Armada, que determinou que
«não falte o combustível para os meios de busca e salvamento marítimo»,
porque «a vida humana não tem preço», reforçou.(...)
Bela
Coutinho
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