Diário de Coimbra
Segunda-feira, 6 de Agosto 2001

 Faltam verbas para vigiar praias
As praias da área de jurisdição da capitania da Figueira da Foz, não vão ter este mês, a exemplo dos anos anteriores, um reforço de vigilância. Os «constrangimentos financeiros» a isso obrigam, mas os banhistas podem contar com o empenho da Polícia Marítima, que duplicou as horas de trabalho

Com 14 polícias marítimos e uma área de jurisdição de dezenas de quilómetros (do norte da Praia do Pedrógão, ao sul da Praia de Mira), a capitania do porto da Figueira da Foz, tem feito “verdadeiros milagres”, ao dar conta do serviço. O comandante da capitania, Fonseca Garcia, fala no «espírito de grupo» e na «compreensão» dos seus homens, que além de «excederem em muito» o dobro do horário normal de trabalho, sem qualquer retribuição financeira, ainda utilizam em serviço, as viaturas pessoais.
É que as medidas tomadas pela Armada Portuguesa de redução nas verbas anuais atribuídas às capitanias a tal obriga e, neste momento, a verba para combustível está «perigosamente perto da dotação máxima que nos é atribuída», refere Fonseca Garcia, explicando no entanto que, face a esta situação, o sistema de autoridade marítima, colocou «atempadamente» este problema ao Almirante Chefe de Estado da Armada, que determinou que «não falte o combustível para os meios de busca e salvamento marítimo», porque «a vida humana não tem preço», reforçou.(...)  

 

 

Bela Coutinho

 

Veleiro francês encalhado na Praia do Hospital

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