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Freguesia
do Bom Sucesso defronta Santana Lopes
A última reunião da
Assembleia Municipal serviu para esclarecer todos os motivos que levaram
o campo de golfe para Quiaios e para o autarca do Bom Sucesso
“esgrimir” os seus argumentos, contra os elementos do seu próprio
partido. Mas Santana Lopes esclareceu: a decisão foi do ICN
A maior mágoa de David Azenha foi o “modo” como tomou conhecimento
da decisão, e não lhe ter sido explicada, pormenorizadamente, a forma
como o processo se desenvolveu na última semana. O presidente da Junta
do Bom Sucesso evocou telefonemas entre si e Santana Lopes, sublinhou
nada ter contra Quiaios e desabafou que «não é fácil gerir» uma
situação destas, na sua freguesia, lançando a Santana Lopes o
desabafo de que pensou que «fosse uma pressa, devido a actos eleitorais
que aí vêm».
Mas Santana Lopes, sustentando que a proposta não é da autarquia,
antes do Governo e do ICN, foi peremptório, «se lhe passa pela cabeça,
que para ganhar Lisboa preciso do golfe, está muito enganado»,
garantindo logo de seguida que, para ele, seria melhor que o ICN «não
se tivesse lembrado disto agora».
Esta discussão serviu para clarificar todas as dúvidas em relação às
eventuais contrapartidas para o Bom Sucesso, pois Santana Lopes assumiu
«o compromisso» de que, três quartos dos postos de trabalho darão
emprego à população daquela freguesia, além dos investimentos
prometidos na Lagoa da Vela, de cerca de um milhão de contos, para
requalificação turística.
Serviu também para a autarquia, «de princípio», admitir a solução
apresentada pelo ICN e decidir convidar formalmente o ministro do
Ambiente a vir à Figueira da Foz «admitir que a solução é viável».
Além disso, Santana Lopes sugeriu que o presidente da Assembleia
Municipal Duarte Silva, o líder da bancada do PSD Paulo Pereira Coelho,
os deputados socialistas Fernando Cardoso e Teresa Coimbra, «acompanhem
as negociações que têm de ser feitas com o Governo», garantindo
ainda Santana Lopes que as contrapartidas para o Bom Sucesso «serão
formalizadas». É que, para o presidente da Câmara, «abriu-se uma
porta que esteve demasiado tempo fechada». Por isso, quer elementos do
PSD, quer do PS e o próprio Santana Lopes, «congratularam-se» com
esta alternativa proposta pelo ICN.
Bela
Coutinho
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