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Autarquia
preocupada quer mais e melhor vigilância
A Câmara Municipal
vai escrever aos ministérios da Administração Interna e da Justiça,
apelando ao reforço dos efectivos da GNR e das penas a aplicar aos
“assaltantes”. Em causa a profanação dos cemitérios e a onda de
assaltos que tem “varrido” algumas freguesias
O presidente em exercício e o vereador das colectividades acompanhados
do comandante da GNR Vendas Alves, efectuaram ontem uma visita às
freguesias das Alhadas, Moinhos da Gândara e Santana, alvos recentes
das investidas de “larápios” e cujos cemitérios foram
vandalizados.
Uma visita em que Daniel Santos pretendia saber o estado das investigações,
e as acções de prevenção que a GNR tem em mente, para evitar que os
actos de vandalismo continuem neste concelho. O facto das investigações
estarem em segredo de justiça, não permitiu que fossem dados muitos
pormenores, mas segundo aquele responsável foi «dada a esperança» de
que algumas identificações possam ser feitas e foi referido que
provavelmente os actos nos cemitérios e os outros assaltos «não estão
ligados entre si», uma vez que se trata de «tipologia de actividades
diferentes e como tal está a ser tratado».
No entanto, ainda segundo o presidente em exercício, foi perceptível a
problemática «da falta de meios» da GNR para este tipo de problemas,
uma vez que está dimensionada para «um trabalho de rotina», e que,
quando ocorrem tipos de acções de criminalidade, «não dispõe de
meios para resolver esse problema».
Face a essa situação e à manifesta «preocupação» da autarquia,
Daniel Santos garante que vai «sensibilizar o Ministério da Administração
Interna e da Justiça», para esta onda de vandalismo que ocorreu na
zona norte da Figueira da Foz, solicitando «que se criem condições
para o redimensionamento dos meios e para um repensar da intervenção
da GNR em termos geográficos», uma vez que existem «problemas de
organização», daquelas forças de segurança.
Daniel Santos considera que «qualquer instituição que preste serviço
na Figueira da Foz tem que se adaptar à hierarquia urbana», e apesar
de admitir que nunca foi feito um levantamento sobre a matéria,
acredita que se justificava um posto de GNR nas Alhadas. Quanto ao sul
do concelho será necessário «verificar» se deve ou não criar-se um
outro, apesar de defender a vinda de «mais agentes e mais meios
materiais».
Cemitérios iluminados através de células foto-eléctricas
Nesta reunião estiveram presentes os autarcas de Santana, José
Saraiva, de Moinhos da Gândara, Albano Lé e das Alhadas, Carlos Cação,
que manifestaram preocupações com o sistema de prevenção, apontando
como eventual solução, a instalação de alarmes. Daniel Santos
garante que nesta matéria, a autarquia «fará o que lhe compete,
dentro das suas possibilidades», apesar de admitir que «as coisas não
podem acontecer de repente».
Quanto aos cemitérios, frisando a «época estranha» em que vivemos,
pois seria «impensável» há uns anos atrás, imaginar cemitérios
iluminados, aquele responsável considera que, a colocação de postos
de iluminação com células foto- eléctricas, poderá ser «uma das
formas de resolver o problema e vamos encará-la», disse, uma vez que
«é necessário preservar o que é muito caro aos cidadãos», ou seja,
o culto dos seus mortos.
Bela
Coutinho
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