Diário de Coimbra
Quarta-feira, 11 de Abril 2001

 Polémica continua no Centro Social S. Salvador
As águas continuam agitadas na freguesia de Maiorca, devido à polémica que envolve a associação Centro Social S. Salvador. A última assembleia geral foi suspensa praticamente no início porque «não havia condições», disse ao nosso Jornal Joaquim de Sousa, que sustenta que a sessão «irá continuar» quando for marcada nova data.
Quanto aos motivos da suspensão, afirma o presidente da mesa, ficaram a dever-se «a um panfleto anónimo», que terá circulado pela freguesia convocando toda a gente «para o largo onde ia decorrer a reunião». Joaquim de Sousa afirma que, tanto ele como os dois secretários, José Manuel Azedo e José Verdete, entenderam que «com arruaceiros não havia condições», ao mesmo tempo que garante que a acta «nem chegou a ser lida».
Versão diferente tem o sócio fundador número um, que afirma que o presidente da mesa «começou a ler a acta da reunião do ano anterior» que, alegadamente, «não se tinha realizado». António de Jesus garantiu ao nosso Jornal que interveio logo no início da sessão, para pedir que fosse lida para aprovação a acta da sessão anterior, tal como o previsto nos estatutos, constatando que o documento correspondia a uma reunião «que não se efectuou», uma vez que possuía a data de 31 de Março de 2000, quando «a última assembleia geral ocorreu na sede da Casa do Povo de Maiorca a 14 de Abril de 1998» disse.
Face a esta insólita situação, «confirmada por outros sócios», diz António de Jesus, o presidente da mesa deu por finda a sessão, informando que seria realizada uma outra «em data e local a marcar». Mas para o sócio número um a situação «começa a ser preocupante», porque, acrescentou, no Centro Regional de Segurança Social estão «as actas todas», o que quererá dizer que os documentos existentes a partir de Abril de 98 «são todos falsos», matéria que não foi possível confirmar junto daquele organismo.
Esta é mais uma polémica a envolver aquela instituição, que entretanto viu cancelado o apoio da Segurança Social ao ATL, e que prossegue a expensas dos encarregados de educação, nas instalações da escola.
A situação foi despoletada em Fevereiro passado quando a população de Santo Amaro da Boiça selou a porta do edifício, onde funcionava o ATL daquele centro, por terem sido colocadas naquele espaço máquinas de lavar e secar, que prestavam apoio ao Centro de Dia. A população queixava-se da falta de higiene, dos maus cheiros e do mau estado do edifício, temendo pela saúde das crianças.
Entretanto, as obras naquele local vão ser adjudicadas pela autarquia, referiu a vereadora da Educação, que recordou que o centro «tem um compromisso com a Câmara Municipal que ainda está em vigor e um terreno», doado pelo município, onde deverá iniciar a construção de novas instalações. Rosa Reis, escusando-se a tecer qualquer comentário a toda esta problemática, garantiu apenas que vão «estudar e agir em conformidade».  

 

 

Bela Coutinho

 

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