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Polémica
continua no Centro Social S. Salvador
As águas continuam
agitadas na freguesia de Maiorca, devido à polémica que envolve a
associação Centro Social S. Salvador. A última assembleia geral foi
suspensa praticamente no início porque «não havia condições»,
disse ao nosso Jornal Joaquim de Sousa, que sustenta que a sessão «irá
continuar» quando for marcada nova data.
Quanto aos motivos da suspensão, afirma o presidente da mesa, ficaram a
dever-se «a um panfleto anónimo», que terá circulado pela freguesia
convocando toda a gente «para o largo onde ia decorrer a reunião».
Joaquim de Sousa afirma que, tanto ele como os dois secretários, José
Manuel Azedo e José Verdete, entenderam que «com arruaceiros não
havia condições», ao mesmo tempo que garante que a acta «nem chegou
a ser lida».
Versão diferente tem o sócio fundador número um, que afirma que o
presidente da mesa «começou a ler a acta da reunião do ano anterior»
que, alegadamente, «não se tinha realizado». António de Jesus
garantiu ao nosso Jornal que interveio logo no início da sessão, para
pedir que fosse lida para aprovação a acta da sessão anterior, tal
como o previsto nos estatutos, constatando que o documento correspondia
a uma reunião «que não se efectuou», uma vez que possuía a data de
31 de Março de 2000, quando «a última assembleia geral ocorreu na
sede da Casa do Povo de Maiorca a 14 de Abril de 1998» disse.
Face a esta insólita situação, «confirmada por outros sócios», diz
António de Jesus, o presidente da mesa deu por finda a sessão,
informando que seria realizada uma outra «em data e local a marcar».
Mas para o sócio número um a situação «começa a ser preocupante»,
porque, acrescentou, no Centro Regional de Segurança Social estão «as
actas todas», o que quererá dizer que os documentos existentes a
partir de Abril de 98 «são todos falsos», matéria que não foi possível
confirmar junto daquele organismo.
Esta é mais uma polémica a envolver aquela instituição, que
entretanto viu cancelado o apoio da Segurança Social ao ATL, e que
prossegue a expensas dos encarregados de educação, nas instalações
da escola.
A situação foi despoletada em Fevereiro passado quando a população
de Santo Amaro da Boiça selou a porta do edifício, onde funcionava o
ATL daquele centro, por terem sido colocadas naquele espaço máquinas
de lavar e secar, que prestavam apoio ao Centro de Dia. A população
queixava-se da falta de higiene, dos maus cheiros e do mau estado do
edifício, temendo pela saúde das crianças.
Entretanto, as obras naquele local vão ser adjudicadas pela autarquia,
referiu a vereadora da Educação, que recordou que o centro «tem um
compromisso com a Câmara Municipal que ainda está em vigor e um
terreno», doado pelo município, onde deverá iniciar a construção de
novas instalações. Rosa Reis, escusando-se a tecer qualquer comentário
a toda esta problemática, garantiu apenas que vão «estudar e agir em
conformidade».
Bela
Coutinho
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