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Naval
tem o plantel recuperado
EMBORA vá no quarto
jogo consecutivo sem ganhar (perdeu dez pontos em doze possíveis), a
Naval teve o condão de travar o líder Varzim num jogo em que esteve
mais próximo da vitória.
Apesar da equipa ter sido contemplada com seis cartões amarelos num
total de oito mostrados por Isidoro Rodrigues, nenhum jogador estará de
fora, em princípio, no jogo com o Freamunde, isto porque Oliveira
recuperou duma longa lesão e já foi utilizado nos últimos minutos do
confronto de domingo, e Marinho, Vilela e Paulo Raquete cumpriram o seu
jogo de suspensão.
O único atleta que ainda não se encontra totalmente bem é o defesa
Rui Carlos, às voltas com uma gripe que lhe fez perder cerca de cinco
quilos em pouco mais de uma semana.
A equipa treinou ontem de manhã e hoje terá o seu dia de descanso.
Ainda sobre o embate frente ao Varzim, José Dinis no final do desafio
mostrou-se insatisfeito com a arbitragem, não o dizendo abertamente,
mas tal se inferindo das suas palavras:
«Não falo contra a arbitragem. O que digo é que em determinados
momentos senti que os meus jogadores não foram tratados da mesma
maneira. Isto de vez em quando acontece mas não devia de acontecer.
Hoje foi comigo, se calhar já sucedeu com outros treinadores. Todas as
pessoas têm o direito de errar, os meus jogadores erram, eu também
erro, mas exijo ser tratado correctamente. O que digo é que durante os
90 minutos houve momentos em que a minha equipa não teve, na minha
opinião, um tratamento igual à do adversário».
E ainda sobre a amostragem de seis cartões amarelos: «O jogo não foi,
da nossa parte, violento nem quezilento mas houve cartões em demasia
para a minha equipa e em determinados momentos do jogo, senti-me
pequenino. Nos tempos que correm e no futebol que queremos, a gente não
se devia sentir assim. Somos tão profissionais como o Varzim,
trabalhamos da mesma maneira e devemos ser tratados do mesmo modo, e em
determinadas alturas não me pareceu que isso acontecesse».
Aníbal
José de Matos
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