Diário de Coimbra
Segunda-feira, 9 de Abril 2001

Poveiros sortudos figueirenses arrojados
NAVAL - 0
Yannick, Hugo, Fernando, Sargento, José Carlos, Binho, Valery, Rui Mendes, Salviat, Coste e Wender.
Substituições: Salviat por Ramia (65m) e Binho por Oliveira (83m).
Suplentes não utilizados: Mingote, Bé, Tixier, Marco Brás e Paulo Gomes.
Treinador: José Dinis.

VARZIM - 0
Litos, Paulo Filipe, Alexandre, Tó-Zé, Rui André, Margarido, Gilmar, Paulo Piedade, Mendonça, Prokopenko e Bruno Novo.
Substituições: Margarido por Moisés (68m) e Bruno Novo por Marco Freitas (69m).
Suplentes não utilizados: Miguel, Marco Abreu, Medeiros, Artur Jorge e Toni Vidigal.
Treinador: Rogério Gonçalves.

Estádio Municipal José Bento Pessoa, Figueira da Foz.
Assistência: Cerca de 1 500 espectadores.
Árbitro: Isidoro Rodrigues (Viseu).
Assistentes: José Ramalho e Pinto Rocha.
Acção disciplinar: Cartão amarelo para Rui Mendes (26m), Wender (51m), Prokopenko (55m), José Carlos (67m), Hugo (76m), Fernando (78m), Sargento (82m) e Gilmar (90m).

A NAVAL, mormente pelo que fez nos instantes finais do encontro, com José Dinis a arriscar o tudo por tudo, criando uma frente de ataque de quatro homens, merecia ter saído vitoriosa num jogo que não foi extremamente bonito de se ver mas em que a maior percentagem de cautelas pertenceu, rigorosamente, aos pupilos de Rogério Gonçalves, que no final acabaria por se dar por satisfeito com o nulo verificado.
O vento que soprou fortíssimo, contribuiu decisivamente para que não se assistisse a um bom espectáculo, mas a parte final melhorou consideravelmente em relação ao primeiro período. Jogou-se então com maior abertura e intencionalidade, sendo visível a predominância ofensiva dos anfitriões.
Os primeiros 45 minutos foram, na realidade, algo sensaborões, sendo por demais evidentes as preocupações defensivas de ambas as equipas.
Os navalistas, num repente inicial, procuraram acercar-se das balizas de Litos e logo no primeiro minuto Coste rematou para defesa difícil. Aos sete, Wender marcou um pontapé de canto (dos sete com que foi beneficiada contra apenas dois dos visitantes), e Sargento, na resposta atirou, à queima, muito por cima. Era como que o canto do cisne duma primeira parte amorfa, despertada apenas aos 35 minutos, quando Coste, por alegada carga sobre Litos, viu anulado um golo em lance que deixou imensas dúvidas.

Naval melhor
na 2.ª parte

O jogo melhorou no segundo tempo e a Naval subiu de rendimento, ao invés dos visitantes que continuaram a praticar um jogo pouco eficiente. Aos 62 minutos, novo caso. Valery foi nitidamente derrubado por Tó-Zé na área de rigor e Isidoro Rodrigues voltou a julgar a favor do líder.
Os figueirenses eram agora mais objectivos e aos 77 minutos, Coste, numa jogada individual, rematou para uma grande defesa do guardião poveiro.
O Varzim iniciou, então, uma tímida pressão sobre o condutor da bola, mas a Naval controlava e era notório que procurava chegar ao golo.
Aos 80 minutos, um lance de entreajuda com a intervenção de Rui Mendes, Binho e Ramia, quase culminava em tento mas Litos, mesmo em cima da linha, no canto inferior esquerdo das suas balizas, evitou o golo. Oito minutos volvidos Litos foi chamado à defesa da tarde, evitando que Oliveira, a passe de Wender, concretizasse.
Já em cima do tempo regulamentar, Sargento escorregou e Moisés aproveitou para obrigar Yannick a uma espectacular defesa.
O Varzim deu a nítida impressão de que temia a equipa figueirense, jogando com imensas cautelas, enquanto s turma de José Dinis arriscou muito mais para chegar ao triunfo.
Isidoro Rodrigues não esteve bem. Alguns lances polémicos e, sobretudo, um amontoado de cartões que não se justificou. Na dúvida, beneficiou sempre o líder.  

 

 

Aníbal José de Matos

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