
Sexta-feira, 6 de Abril 2001
Condicionados
pelas faltas
FC PORTO - 99
João Rocha (3), Dan Earl (18), Nuno Perdigão (23), Nuno Marçal (11) e Edward
Stokes (24).
Jogaram ainda: Rui Santos (7) e Raul Santos (13).
Suplentes não utilizados: Nuno Quidiongo, Paulo Cunha e José Pedrera.
Treinador: Alberto Babo.
GINÁSIO - 91
Ivan Vujicic (14), José Costa (15), Rob Hovgson (8), Krunoslav Rados (6) e
Lerry Tiller (15).
Jogaram ainda: Ivan Kapov (16), Mirko Scekic (17), Rui Rochete.
Suplentes não utilizados: Nuno Silva e Pedro Silva.
Treinador: Orlando Simões.
Pavilhão Municipal de Matosinhos.
Árbitros: Fernando Rocha e Fernando Resende.
Assistência: Cerca de 500 espectadores.
1.º Período: 25-29.
2.º Período: 25-13 (50-42).
3.º Período: 26-26 (76-68).
4.º Período: 23-23 (99-91).
Desqualificado: Dan Earl, do FC Porto. Rob Hovgson e Lerry Tiller, do Ginásio.
O Ginásio entrou com o “pé esquerdo” nos “play-off” da Liga TMN, ao
sair derrotado do encontro com o FC Porto, numa partida disputada no belíssimo
Pavilhão Municipal de Matosinhos.
A turma figueirense, que foi uma das revelações da fase regular – chegando
mesmo a liderar a competição já na segunda volta -, chegou a prometer muito
durante o primeiro período, com uma prestação personalizada e eficiente.
Contudo, o excesso de faltas de elementos preponderantes como Ivan Vujicic, Rob
Hovgson e Lerry Tiller, no final do segundo período, e a pouca lucidez de José
Costa (durante os 20 minutos iniciais), permitiram aos “dragões”,
desfalcados de Kevin Vulin e Elvis Évora, chegarem ao intervalo com uma diferença
de oito pontos.
Aliás, a prestação no segundo período revelou-se decisiva para os comandados
de Orlando Simões, que estiveram quase cinco minutos sem fazer qualquer ponto e
contabilizaram alguns “turn-overs”. Até o tiro exterior ginasista, que tão
bons resultados tinha dado nos dez minutos iniciais, deixou de existir. Por seu
turno, o “gigante” Edward Stokes e Raul Santos dominavam nas tabelas,
enquanto o base Nuno Perdigão liderava com mestria as acções ofensivas, numa
altura em que a defesa mais agressiva dos visitados ditava leis.
No início da segunda parte, o Ginásio voltou a subir de rendimento, já dentro
daquilo que tem vindo a fazer nesta temporada. Todavia, o medo de alguns
jogadores serem desqualificados (mais precisamente o trio atrás citado) atraiu
o FC Porto para jogar mais com o “poste” Edward Stokes, que ia gozando do
espaço necessário para fazer pontos e também ganhar faltas.
Mesmo assim, os visitantes mantinham-se na “corrida” e nunca deixaram os
antagonistas ter uma vantagem superior a oito pontos, nomeadamente devido à
influência de José Costa, a quem o intervalo fez bastante bem.
No derradeiro período o equilíbrio voltou a ser a nota dominante e a maior
experiência dos locais, neste tipo de competições, veio ao de cima. Os
forasteiros, apesar de esforçados e revelando uma grande união, ainda deram a
ideia de poder dar a volta ao resultado, mas o FC Porto não deixou...
Apesar de tudo, ficou a sensação de que o Ginásio tem condições para amanhã
(16h00) vencer em Matosinhos, palco do segundo jogo entre estes dois conjuntos.
A dupla de arbitragem, teve algumas decisões duvidosas, mas realizou um
trabalho positivo.
Ricardo Sousa