Diário de Coimbra
Segunda-feira, 2 de Abril 2001

Vândalos voltaram aos Moinhos e Alhadas
Quatro espaços das freguesias de Moinhos da Gândara e Alhadas foram assaltados, ao que tudo indica na noite de sexta- feira. No total, desapareceram algumas dezenas de contos, dois televisores e muito material foi danificado, perante a indignação da população e a “impotência” das autoridades

O Jardim de Infância e a Escola de Ensino Básico da Quinta dos Vigários, a “sede” da Junta de Freguesia, que funciona provisoriamente numa sala daquela escola e nas Alhadas, a Escola da Esperança, foram “visitadas” ao que tudo indica na noite de sexta- feira.
Resultado, portas e armários arrombados, material espalhado, documentos e equipamento informático desaparecido, assim como algum dinheiro.O alerta foi dado ontem de manhã, quando uma funcionária do Jardim de Infância de Moinhos da Gândara se apercebeu de uma porta arrombada.
Contactado o presidente da Junta, foi logo dado o alerta para a GNR de Maiorca, que se deslocou para o local, acompanhada de elementos da Brigada Especial. Naquela escola dos mais pequeninos, apenas foi furtado um televisor e diverso material vandalizado, o mesmo acontecendo na escola da Quinta dos Vigários, onde «pouco havia para roubar», segundo a professora daquele estabelecimento de ensino.
Todavia, na sala ao lado, onde funciona temporariamente a sede da Junta de Freguesia, o prejuízo foi maior, pois além de mais de uma centena de contos, desapareceram livros, disquetes e documentos diversos, cujo levantamento só poderá ser efectuado com o decorrer do tempo. Além disso, a destruição na secretária e nos armários eram bem patentes, o que deixou visivelmente perturbado o presidente da Junta.
Albano Lé não encontra explicações para estes assaltos, considerando que actualmente existe «um desânimo total, quer nas pessoas quer nos próprios agentes de autoridade». No entanto, afirma, «se os políticos não tomam outras providências, não vemos saída para esta situação», recordando que ainda não vai há muitos anos que podiam «sair e dormir com as portas abertas».
Uma desolação partilhada igualmente pelo presidente da Junta de Freguesia das Alhadas, que considera que neste país «o sistema judicial não funciona e a própria autoridade não tem autoridade para agir». Carlos Cação fala, indignado, porque a Escola da Esperança na sua freguesia, também foi “visitada”, tendo desaparecendo um televisor e cerca de 12 contos em dinheiro, além da destruição nos armários e portas.
No local estiveram elementos da GNR de Maiorca, que tomaram conta da ocorrência e procederam à recolha de impressões digitais, estando agora as esperanças depositadas nesses elementos, para a possível identificação dos autores dos furtos.
Recorde-se que naquelas freguesias, e também em Santana, os cemitérios foram recentemente vandalizados, sem que os culpados tenham até agora sido encontrados.  

 

 

Bela Coutinho

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