|
Os estaleiros
navais da Figueira da Foz lançaram ontem à água os barcos da transição
de Quadros Comunitários de Apoios (QCA). Trata-se da «última»
embarcação apoiada pelo II QCA e da «primeira» que irá receber
apoios já do III. O ministro da Agricultura prometeu aumentos nos
apoios ao sector das pescas
Duas novas embarcações de pesca artesanal foram ontem lançadas à água
nos estaleiros navais da Figueira da Foz (FOZNAVE), numa cerimónia
presidida pelo ministro da Agricultura e Pescas Capoulas Santos. Um dos
barcos, o “Porto Dinheiro” «é o milionésimo aprovado por um
governo do PS desde 95» salientou o ministro. A construção da embarcação
foi a última a contar com verbas do II Quadro Comunitário de Apoio (QCA).
Além da construção de mil novos barcos, mais 1.300 embarcações
receberam apoios no âmbito do II QCA. O “Virgem das Graças”, também
lançado ontem à água, será o primeiro barco construído no âmbito
do Maris, programa de apoio às Pescas inserido no QCA III que Capoulas
Santos apresenta hoje em Matosinhos. Até 2006, período de vigência do
III QCA, serão construídas 780 novas embarcações. As verbas do novo
programa para o desenvolvimento sustentável das pescas representam um
acréscimo de 5 por cento ao ano em relação ao seu homólogo do QCA II,
sublinhou Capoulas Santos. Além da construção de embarcações, o
ministro destacou como prioritários «os investimentos na condições
de higiene e salubridade do pescado». Frotas mais modernas, com
melhores condições de segurança, formação e gestão dos recursos são
outros pontos considerados fundamentais pelo governo. Em relação à
gestão dos recursos, Capoulas Santos afirmou que é possível um
aumento da produção «se investirmos na aquacultura». O governante
sublinhou o papel da investigação na gestão de recursos, pois fornece
dados científicos que permitem estudar e prevenir situações como as
verificadas na escassez de sardinha. Entre 1984 e 1995 «foi feito
apenas um cruzeiro científico» frisou Capoulas Santos, acrescentando
que desde 97 passaram a realizar-se dois por ano. As duas embarcações
lançadas à água destinam-se à pesca artesanal, propriedade de dois
armadores de Peniche, têm cerca de 20 metros de comprimento para uma
tripulação de 10 homens e custaram cerca de 120 mil contos cada uma.
No caso do “Porto Dinheiro”, o armador contribuiu com 47 mil contos
e o restante foi financiado por subsídios nacionais (12 mil contos) e
da União Europeia (58 mil contos). Já no “Virgem das Graças”, o
armador espera ainda que a candidatura venha a ser aprovada, já que, até
agora, suportou sozinho o investimento de 120 mil contos. Ambas as
embarcações vão operar ao largo da costa portuguesa, embora possam
permanecer «até quinze dias no mar». Por estarem equipadas de forma
polivalente, poderão pescar diferentes espécies.
|