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Correu bem o mês
de Agosto na área da Capitania do Porto da Figueira da Foz. Não se
registou nenhum acidente mortal e as operações de salvamento foram bem
sucedidas. Mas os “louros” não ficam apenas para os salva-vidas; são
também atribuídos a uma nova postura dos banhistas perante o mar
Frequentadas por milhares de pessoas em plena época alta, as praias da
região figueirense tiveram este ano um mês de Agosto quase pacífico. De
acordo com os dados já apurados pela Capitania do Porto da Figueira da
Foz, que tem sob sua jurisdição uma faixa de 70 quilómetros de costa
(entre o sul da barrinha de Mira e a zona Norte da praia do Pedrógão), não
se registaram acidentes mortais no mar. Fonseca Garcia, comandante da
Capitania do Porto, referiu ao nosso Jornal que foram efectuadas cerca de
«45 acções de salvamento» nas zonas concessionadas (dotadas de vigilância),
todas elas bem sucedidas. De acordo com este responsável, alguns dos
banhistas resgatados às ondas foram depois assistidos no hospital, mas
todos sobreviveram ao “susto”. «Dentro do esquema que montámos,
juntamente com os concessionários de praia e com as autarquias, o mês de
Agosto pode ser considerado um êxito, dado que não se registou nenhum
tipo de acidente mortal nem em áreas vigiadas nem em áreas não vigiadas»,
frisou Fonseca Garcia. Banhistas cuidadosos Não escondendo alguma satisfação
pelo facto do mês de maior afluência de banhistas não se traduzir na época
de maior número de vítimas (recorde-se em que Julho ocorreu pelo menos
um afogamento, numa área não vigiada), o comandante da Capitania
assinalou o facto de se tratar de uma área de jurisdição «bastante
extensa». Nesta faixa costeira, que abrange os concelhos de Cantanhede,
Figueira da Foz, Pombal e um pouco de Leiria, pontuam praias
“escondidas”, por vezes de difícil acesso, procuradas por pessoas que
preferem áreas balneares mais recatadas. É nestes casos, e em áreas não
vigiadas, que actuam preferencialmente as viaturas “SeaMaster” (tipo
“Marés Vivas”) do Instituto de Socorros a Náufragos. Este ano, duas
delas estiveram sob orientação da Capitania da Figueira, actuando uma na
zona da Tocha e outra na área da Figueira da Foz. De acordo com Fonseca
Garcia, as duas viaturas intervieram em seis operações de salvamento em
áreas não vigiadas. O salva-vidas “Patrão-Macatrão”, utilizado
preferencialmente para situações em que a distância entre a situação
de acidente e a costa pode colocar em risco a integridade física do
nadador-salvador, socorreu quatro banhistas. Sem esquecer que o «factor
sorte» é determinante nestas questões de banhos de mar, Fonseca Garcia
considera no entanto que os bons resultados se devem não só «à boa
formação dos nadadores-salvadores» mas também a «uma consciencialização
de grande parte dos banhistas de que é necessário cumprir as regras básicas
de segurança». O comandante da Capitania salientou que a este quadro
positivo não foi alheia «uma diminuição dos comportamentos de risco»
dos banhistas, como a escolha de áreas não vigiadas, o desrespeito das
bandeiras ou das horas de digestão. Serviços mínimos até ao fim da época
Neste momento, o esquema de vigilância de praias está já aligeirado,
face a uma grande quebra do número de banhistas. No entanto, e como a época
balnear termina apenas a 30 de Setembro, Fonseca Garcia garante que estão
assegurados os serviços mínimos de prevenção. «As zonas que não têm
vigilância estão devidamente assinaladas e é recomendado ao banhista
uma outra área vigiada que existe sempre nas imediações», afirmou o
comandante. Este quadro deverá ser alterado já na próxima época
balnear. É que, com a entrada em vigor dos Planos de Ordenamento da Orla
Costeira (no caso o plano Ovar-Marinha Grande), os concessionários de
praia passam a estar obrigados por Lei a manter a mesma vigilância de 1
de Julho a 30 de Setembro, sem qualquer diminuição.
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