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Iam sendo
comidos. Agentes da PSP e elementos dos bombeiros e da Protecção Civil
passaram ontem um mau bocado quando entraram numa casa da Rua 9 de
Julho, no centro da Figueira da Foz, e foram atacados por uma imensidão
de pulgas.
A “coisa” foi de tal maneira que dois elementos dos Bombeiros e um
da Protecção Civil tiveram de receber assistência hospitalar. Uma
pomada para as picadas e, no caso mais grave, uma injecção, foi a
medicação dada, depois de um bom banho. Fonte hospitalar confirmou que
os três feridos receberam alta pouco depois.
Um agente da PSP, o primeiro a entrar na casa, foi igualmente atacado,
tendo recebido tratamento na esquadra.
Mas o assunto, infelizmente, é sério. Bombeiros e PSP deslocaram-se à
degradada habitação na sequência de um alerta dado por vizinhos,
segundo o qual o único habitante estaria desaparecido. «Há quatro
dias que não o vemos», afirmou um morador do local.
O homem, de apelido Pardal e com cerca de 85 anos, residia sozinho na
habitação e os vizinhos temem que algo grave possa ter acontecido.
Quando entraram na casa, as autoridades encontraram a bengala, sem a
qual não andava, um boné e umas calças, o que levanta a hipótese de
o homem ali se encontrar. Os bombeiros percorreram «a casa toda» sem
nada encontrar, e admitem agora a hipótese do idoso ter sido levado de
casa por algum familiar.
No entanto, as buscas, iniciadas cerca das 16h00, foram suspensas pouco
tempo depois, uma vez que nem bombeiros nem polícia conseguiam
permanecer dentro da casa, devido à praga de pulgas.
Entretanto, as pulgas espalharam-se pela rua, e ao final da tarde não
faltavam relatos de moradores que levaram «pulgas para casa» depois de
ali terem passado. Alguns moradores contestaram a actuação dos
bombeiros e PSP, «por terem abandonado as buscas sem voltar a tentar
encontrar o homem».
«Estiveram cá, foram-se embora por causa das pulgas e não quiseram
saber mais disto», acusaram, criticando o facto de «nem sequer terem
vindo lavar a estrada». Mas os bombeiros explicam que «lavar a estrada
não adianta nada, porque a água não mata as pulgas», frisando que a
zona «terá de ser desinfectada pelos serviços da Câmara». Ao que
conseguimos apurar, uma brigada de desinfecção dos serviços da
autarquia deverá deslocar-se hoje ao local.
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