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Os alunos da
Universidade Internacional da Figueira da Foz admitem vir a fechar os portões
da instituição, caso a administração não responda às questões
relacionadas com o corpo docente e o futuro da própria universidade. Os
estudantes querem saber se poderão concluir os seus cursos na Figueira da
Foz e questionam a “fuga” de docentes para Coimbra
Numa das mais concorridas RGA de sempre, os alunos da Universidade
Internacional da Figueira da Foz, especialmente do curso de Direito,
manifestaram «muitas preocupações» em relação ao futuro da instituição
e exigiram a presença dos elementos da administração numa reunião a
realizar na próxima semana. João Gabriel Ribeiro, presidente da Associação
Académica da Internacional, adiantou já que, se a administração não
comparecer na reunião ou não apresentar respostas satisfatórias, «iremos
marcar uma nova reunião geral de alunos onde poderá ser decidido o fecho
dos portões da Universidade». O dirigente associativo concordava assim
com as propostas lançadas pelos estudantes durante a reunião geral. Uma
das preocupações manifestada pelos alunos liga-se, ainda que
indirectamente, à abertura do curso de Direito no Instituto Superior
Bissaya Barreto, em Coimbra. De acordo com os estudantes, «alguns
professores começaram já a deixar de dar aulas na Figueira da Foz,
optando por Coimbra». Preocupados «com o nome e a reputação do corpo
docente», os alunos querem saber «se há de facto salários em atraso»
ou se «estão a ser criadas condições para segurar na Figueira da Foz
os professores». Questionaram ainda «qual o motivo da vinda de tantos
professores da Universidade Portucalense», do Porto. Igualmente
questionada pela assembleia foi «a eventual venda da Universidade
Internacional». «Queremos saber se a universidade vai ou não ser
vendida, o que vai acontecer ao polo da Figueira da Foz e se os alunos
poderão concluir aqui os seus cursos», explicou João Gabriel. Outra das
dúvidas levantadas diz respeito às contas da própria SIPEC - Sociedade
Internacional para a Promoção do Ensino e Cultura - a entidade
instituidora da Universidade Internacional. Os alunos pretendem saber «se
as verbas da Figueira da Foz estão ou não a ser aplicadas noutros polos
da Universidade Internacional, nomeadamente em Lisboa. André Figueiredo,
presidente da mesa da Assembleia Geral, disse mesmo que os dirigentes
associativos têm feito pressão junto da administração para que «o
polo da Figueira da Foz tenha autonomia financeira». Guilherme de
Oliveira, reitor honorário da Universidade Internacional, escusou-se a
comentar as questões dos alunos, uma vez que, desde o passado mês de
Agosto, deixou de exercer funções directivas na instituição. O nosso
Jornal procurou contactar em Lisboa Fausto Amaro, secretário-geral da
Universidade Internacional e administrador da SIPEC, o que ontem à noite
não se revelou possível.
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