
03 de Fevereiro de 2000
| Rio
Ave mais forte na Figueira da Foz (2-3) |
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Os vilacondenses passaram aos quartos de final, mas não ganharam para o susto já que os homens da Figueira da Foz marcaram logo de entrada e, na última meia hora obrigaram o Rio Ave a passar por uma autêntica aflição. Os nortenhos chegaram ao fim do desafio completamente perdidos pelo que esteve à vista o prolongamento que pela postura demonstrada pelos navalistas no período final até mereciam, pesem embora os imensos erros cometidos sobretudo no primeiro tempo. Lá diz o velho ditado que “homem prevenido vale por dois”, pelo que os navalistas certamente que esperavam um adversário mais consistente, disposto a rectificar o resultado de Vila do Conde de forma a não deixar os seus créditos por pés alheios fazendo jus ao seu estatuto de primodivisionário. A verdade é que no Estádio dos Arcos os figueirenses haviam feito a vida cara aos anfitriões e a surpresa total, que até espelharia melhor o que ali se passou sobretudo no prolongamento, esteve prestes a acontecer. Por outro lado, a equipa de José Dinis sabia que não iria encontrar facilidades neste desafio de desempate mas, com menos responsabilidades embora sonhando com um feito histórico na vida do clube, apresentava-se certamente mais desinibida mas lá bem no fundo com a esperança de que esse sonho até nem estaria assim tão longe. Daí que este jogo de desempate dos oitavos de final fosse aguardado com curiosidade e expectativa. E a verdade é que o jogo, sobretudo pela última meia hora, não gorou essa mesma expectativa e o numeroso público não deve ter dado por mal empregue o tempo e o dinheiro despendidos. Naval entre a ganhar A Naval entrou no jogo a ganhar, deslumbrou-se, cometeu erros defensivos de palmatória, chegou a uma desvantagem de dois golos com o jogo a indiciar que tudo estava decidido, mas no período final teve um assomo de energia e esteve, por várias vezes, à beira de obrigar novamente os nortenhos a horas suplementares. Nos primeiros 45 minutos e apesar dos navalistas terem marcado primeiro, veio ao de cima a maior consistência do futebol do Rio Ave, pelo que o 1-3 registado à passagem de uma hora de jogo, não surpreendia, embora os golos nascessem de falhas duma defesa que, contra o que lhe é habitual, jogou com uma linha de cinco jogadores, portanto com três centrais que tiveram alguns momentos de completo desentendimento. A partir daí os figueirenses tiveram um assomo de energia, lançaram-se na ofensiva, chegaram ao 2-3 e desperdiçaram ainda várias oportunidades de igualar, salientando-se nesse período a excelente actuação do guarda-redes Tó Zé. O primeiro golo do encontro nasceu dum lance de insistência de Oliveira, com o defesa Sandro a falhar e no ressalto os locais a provocarem o entusiasmo dos seus adeptos. Galvanizaram-se os navalistas (talvez em excesso) e durante alguns instantes os visitantes perturbaram-se para minutos volvidos se recomporem e encetarem jogadas com alguma fluidez, causando mesmo embaraços ao último reduto dos figueirenses. E aos l3 minutos, uma triangulação entre Artur Jorge Vicente, Alércio e Hugo Henrique, repôs a igualdade, com a defesa a não ficar isenta de culpas. Aos 37 minutos os vilacondenses voltaram a marcar, beneficiando dum desentendimento dos centrais. Niquinha assistiu Artur Jorge Vicente e este não teve dificuldade em alterar o marcador. Quase em cima do intervalo o Rio Ave podia ter obtido o seu terceiro tento quando Adalberto perdeu para Alércio e Sargento fez gorar os intentos do adversário. José Dinis operou na segunda parte algumas alterações na manobra da sua equipa, fazendo entrar Jean-Pierre e Bento do Ó. Este foi ocupar a sua habitual posição de lateral direito, enquanto Hugo se adiantou no terreno. A equipa voltava ao esquema habitual. Logo no reinício Oliveira serviu Paulo Raquete e este atirou para as nuvens. Uma boa oportunidade perdida. A Naval começava a praticar um futebol bastante razoável mas aos 14 minutos do segundo período, Hugo Henrique bateu Bento do Ó e este cruzou para André Jacaré aumentar a contagem. O jogo parecia ter acabado. Sete minutos depois um livre apontado por Alércio obrigou Zé Tó a uma grande defesa para canto. Os figueirenses reagiram de forma empolgante, e depois de, aos 74 minutos, a Naval reduzir a desvantagem através duma jogada enleante de Adalberto, Dieb e Oliveira, foram diversas as situações de golo de que desfrutaram os anfitriões, uma das quais aos 85 minutos quando Paixão desferiu um tiraço que levou a bola à barra. A Naval 1.º de Maio acabou o jogo de forma bem viva e acabou por ser injusto não chegar, pelo menos, ao prolongamento. Arbitragem algo contestada pelos locais mas no cômputo geral esteve certa. |
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| Aníbal José de Matos | |