Tal como em todas as freguesias os costumes actuais são bem diferentes dos tempos remotos.

A alimentação era essencialmente à base de carne de porco salgada, sardinha e bacalhau.

No que diz respeito ao vestuário, os homens usavam uma camisa de linho, umas calças e um barrete de lã também de cor preta. As mulheres usavam corpete de mangas compridas, saia igualmente comprida, xaile e na cabeça um lenço a que chamavam “Cachiné”, do francês “cache-nez”.

O traje domingueiro tinha como cores predominantes o vermelho e o azul, cores estas, bem visíveis no saiote, na cinta (que era atado à cintura) e no colete (sobreposto ao corpete branco de linho); na cabeça também um lenço de cores vivas.

Como a “missa” atraía muita gente, era costume, após ela, entregarem-se ao negócio frente à Igreja.

Na Marinha também se realiza uma feira todos os dias dois de cada mês.

É de salientar que nesta freguesia se pratica um tipo de pesca artesanal que se encontra em vertiginoso desaparecimento.

Este tipo de pesca é chamada de “Arte Xávega”, pois as redes que estão no mar, são puxadas para terra por bois.

Esta arte, que se pratica em muitas praias na nossa costa, está reservada praticamente à Praia da Leirosa.