Na freguesia de Maiorca o monumento que mais relevo impõe é a CASA DO PAÇO. Esta construção foi efectuada em duas épocas distintas do século XVIII. Desta primeira fase podemos observar a capela, com o seu admirável tecto em caixotões e o seu importante altar, cuja autoria provável se atribui, ainda com reservas, ao famoso escultor João de Ruão. O referido altar á esculpido em pedra de Ançã (calcário da região de Coimbra) e igualmente revestido a talha dourada. Belos azulejos de Flandres e magníficos exemplares de pinturas a fresco realçam as paredes da capela.
Regista-se também, como detalhe de particular interesse, os ornamentos do mesmo século que revestem as pilastras da chaminé, com motivos alusivos à gastronomia medieval, destacando-se a figura de um cozinheiro rodeado dos pratos habituais nas cozinhas da época.
Em âmbitos diferentes, a arte ora se expande no sentido religioso, ora incide no teor da vida quotidiana, andando a par o religioso e o profano.
Da segunda fase (século XVIII), gostaríamos referenciar as várias salas decoradas com milhares de azulejos. Também aqui a variedade dos temas evidencia a diversidade dos interesses quotidianos e das vivências afins: casa, transportes do vinho do Douro, tempos de lazer.
Dentro das salas do Paço destacam-se: a Sala Chinesa revestida a papel de arroz, a Sala de Equitação, onde um cavaleiro treina o seu cavalo.
Destaca-se ainda a Casa da Quinta, que começou por denominar-se Casa da Baía, devido ao facto de os belos campos de Maiorca formarem uma autêntica baía, quando alagados por ocasião das cheias.
No pórtico principal pode-se observar uma inscrição datada de 1631. No entanto, esta pode não ser a data da fundação do edifício, mas sim da sua reconstrução. Solar nobre, possui uma valiosa colecção de azulejos e uma grande beleza arquitectónica interior.
Ainda hoje é habitada pela família Oliveira, que ao longo dos tempos se tem preocupado com a sua conservação.
Apesar de não ter as qualidades iniciais, constata-se que o Palácio de Maiorca foi mandado edificar no século XVIII por Pedro Rebelo Lopes Branco. Este foi transformado hoje em aquartelamento da GNR; possuía belas pinturas destruídas aquando da instalação daquela corporação.
Como a religião é muito importante nesta freguesia, registam-se vários templos de oração um deles, a Igreja Matriz não havendo certeza quanto à data da construção desta igreja. Segundo alguns autores, pode ser do século XVII. Sabe-se, porém, que a sua construção se processou por etapas: primeiro, o corpo da igreja; depois, a capela-mor, a sacristia e, por fim, a torre. O templo foi submetido a algumas transformações até ao século XIX (no cimo da Igreja, observa-se uma data de 1825).
Agora, a Igreja é constituída por um corpo central e por duas capelas laterais.
Existe também a CAPELA DO SENHOR DA PACIÊNCIA, que se situa na povoação de Cruzes. Nela se encontra a imagem deste santo, padroeiro actual da freguesia.
A CAPELA DE NOSSA SENHORA DA PIEDADE, situa-se em Anta, sendo detentora de várias imagens, tais como a de Nossa Senhora da Piedade, a de Santa Maria Madalena (a mais importante), a de S. Sebastião (século XV), a de Santa Luzia e a de Santo Ouvidio (século XVI).
Refere-se ainda a CAPELA DE S. BENTO, que se situa na Serra de S. Bento. Nela existem imagens de pedra do século XVI, como a de S. Bento, a da Virgem com o Menino e a do Menino Jesus.
Em Sanfins situa-se a CAPELA DE NOSSA SENHORA DA ENCARNAÇÃO e contém as imagens da Virgem com o Menino, do século XVII, Santo Estêvão e S. Pedro, século XVI.
Constatam-se ainda em Alegria duas capelas: a CAPELA DE ALEGRIA, revestida pelo Mártir Santo e Nossa Senhora da Alegria; e a CAPELA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO, composta pelas imagens da Nossa Senhora da Conceição e S. José.
Também digna de ser mencionada, existe a CAPELA DE SANTO AMARO, na povoação de Santo Amaro da Boiça; esta tem as imagens de Santo Amaro, a de Nossa Senhora da Ascensão, a de S. João Baptista e a de Santo António.