O
NASCIMENTO DA CRUZ VERMELHA
JEAN
HENRY DUNANT
foi o fundador da Cruz Vermelha.
Nasceu
em Genebra (Suíça) e viveu entre 1828 e 1910, ano em que foi agraciado com o
PRÉMIO NOBEL DA PAZ.
Em
24 de junho de 1859 de passagem pela Castiglione della Stiviene, na Itália,
onde vê o afluxo de feridos Franceses e Austríacos, após a batalha de
Solferino.
A
insuficiência de cuidados aos feridos e o seu consequente sofrimento levou
Henry Dunant a escrever um livro " Un souvenir de solferino" ( Recordação
de Solferino ) que se referia á sorte dos feridos de guerra.
Em
1863 com outros quatro Genoveses, Dr. Appia, General Dufor, Dr. Muonier e o
Jurista Moynier cria o "Comité Internacional da Cruz Vermelha" (C.I.C.R.).
O
Comité Internacional da Cruz Vermelha vela pelo respeito internacional das
convenções de Genebra e participa nos trabalhos de limitação de armamento.
Em
1875 o C.I.C.R. alarga-se a 18 membros de nacionalidade Suíça, sendo
actualmente constituído por 25 cidadãos Suíços.
Em
5 de Maio de 1919 as sociedades nacionais da Cruz Vermelha de vários países reúnem-se
para formar a liga das sociedades da Cruz Vermelha (L.S.C.R.). É a Cruz
Vermelha em tempo de Paz.
A
liga das sociedades é actualmente constituída por:
- 126 sociedades nacionais
- 250 milhões de pessoas
O
seu funcionamento é assegurado pelas sociedades nacionais, pelos governos e por
outras dádivas.
Todas
as dádivas atribuídas não representam qualquer compromisso para a liga, de
modo a que se respeite a sua INDEPENDENCIA, exigida pelos 7 princípios
fundamentais da Cruz Vermelha.
AS CONVENÇÕES
As
convenções surgiram para se estabelecerem algumas regras a seguir pelos países
beligerantes, de modo a tornar a guerra menos horrenda.
Temos
então a Primeira Convenção em Genebra em 22 de Agosto de 1864:
O
comité dos 5 passou a chamar-se " Comité Internacional da Cruz
Vermelha" CICR.
Visavam
melhorar a sorte dos milhares de feridos militares nos exercícios
em campanha.
A
Segunda Convenção ocorre em Haia em
1899 tendo como objectivo o alargamento à guerra no mar incidindo sobre os
feridos, os doentes e os náufragos.
A
Terceira Convenção ocorre em 27 de
junho de 1929 em Genebra e visava o tratamento dos prisioneiros de guerra bem
como de feridos e doentes, militares ou não.
A
Quarta Convenção ocorre também em
Genebra em 12 de Agosto de 1949 e tinha como objectivo a protecção das pessoas
civis em tempo de guerra.
Mais
tarde surgiram dois Protocolos Adicionais
de complemento à Quarta Convenção
referindo-se a:
-
Vitimas de conflitos armados (internacionais).
-
Protecção dos feridos, doentes, pessoal sanitário (médicos,
enfermeiros, socorristas), hospitais, ambulâncias, etc.
-
Vitimas de conflitos não armados (internacionais).
-
Protecção de feridos, náufragos, doentes, população civil, pessoas
privadas de liberdade, etc.
A
Cruz Vermelha compõe-se em símbolos de NEUTRALIDADE.
Os
Símbolos de Neutralidade, num total
de 3, identificam as sociedades nacionais da CRUZ VERMELHA.
A
Cruz Vermelha é composta pela Cruz Grega.

(composta por 5 quadrados iguais) de
cor vermelha sobre fundo branco (bandeira Suíça invertida)
Na
convenção de 1864 em Genebra foi aprovado este símbolo como homenagem à
nacionalidade dos seus fundadores.
Outros símbolos:
O CRECENTE
VERMELHO:

Surgiu em novembro de 1876 para
identificar as sociedades nacionais dos países Muçulmanos.
O LEÃO E SOL
VERMELHO:
O
Leão e Sol Vermelho sobre fundo branco.
Identifica
as sociedades do Irão.

Os
responsáveis da Cruz Vermelha verificaram a necessidade de impedir o
aparecimento de mais símbolos, dado que a sua diversidade podia ser usada pelos
países beligerantes como " desculpa" pelo desrespeito pelas convenções
de Genebra. O símbolo mais usado passou a ser a Cruz Vermelha.
Para
alem das sociedades nacionais, este símbolo destina-se a ser usado pelos exércitos
de todos os países para designar:
-
Hospitais
-
Ambulâncias
- Pessoal sanitário
CONFERENCIA
INTERNACIONAL
De
4 em 4 anos reúne-se a conferencia Internacional da Cruz Vermelha.
É
composta por:
-
Representantes do CICR
-
Representantes da LSCR
-
Representantes das sociedades Nacionais
-
Peritos dos Governos signatários das Convenções de Genebra