NOTICIAS REFERENTES Á CVP
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In: Diário as Beiras 18-02-2002
Cruz Vermelha Portuguesa fez 137 anos
Anabela Vaz
O secretário de Estado do Trabalho e Formação esteve na Figueira da Foz a presidir às comemorações nacionais dos 137 anos da Cruz Vermelha.
António de Ornelas falou do dilema "entre fazer e não fazer" e defendeu que no âmbito da solidariedade social "tem de se encontrar novas respostas para os novos riscos e procurar respostas mais eficazes para os velhos riscos".
O governante considerou que uma parte muito importante dessa nova resposta passa por se entender que se há "uma função social do Estado que deve ser mantida no património dos Estados civilizados, mas a parceria público/privado é fundamental para o desenvolvimento das políticas sociais".
As comemorações do aniversário da Cruz Vermelha trouxeram à Figueira da Foz a presidente nacional Maria de Jesus Barroso Soares.
Na sua intervenção, aquando da sessão solene, Maria Barroso falou da importância exagerada que hoje os interesses económicos têm, facto que veio contribuir para o aumento das "injustiças, dos desequilíbrios e da violência", pelo que "a importância destas instituições é cada vez maior".
Maria Barroso fez o apelo aos jovens para serem e praticarem a solidariedade e salientou o "esforço e dedicação" de todos os elementos que integram os núcleos da Cruz Vermelha espalhados pelo país.
A oradora oficial, Irene Maria de Carvalho Vaquinhas falou do "Mutualismo à Segurança Social em Portugal".
Fazendo uma viagem desde os primeiros serviços sociais das empresas até aos dias de hoje, concluiu que o sistema de segurança social partiu da iniciativa privada e transferiu-se para o Estado.
APELO AOS EMPRESÁRIOS
A vinda da presidente nacional à Figueira da Foz não é alheia à necessidade que a delegação da Cruz Vermelha desta cidade tem em angariar fundos para a construção da nova sede.
Maria Barroso, assumiu ter sido "um pretexto" para a angariação de fundos para a construção que já se iniciou.
"Angariação de interesses, simpatia e apoios monetários, especificou", a presidente nacional.
Fazendo-se acompanhar pelos diversos elementos da direcção da Cruz Vermelha Nacional, Maria Barroso adiantou no entanto que o facto de vir à Figueira passa pela "descentralização" e considerou ser "um gesto de consideração para com todos núcleos espalhados pelo país".
Sobre a delegação da Figueira da Foz sublinhou a acção "extremamente importante" que tem vindo a desenvolver no âmbito da saúde, transporte de doentes, posto de primeiros socorros, distribuição de roupas, lavandaria, trabalho desenvolvido junto dos alcoólicos e dos toxicodependentes e acções de formação.
Maria Barroso chamou a atenção particular dos "empresários" para que ajudem na construção da sede da Cruz Vermelha que frisou, terá "um refeitório e balneários sociais, apoio social integrado, acolhimento de emergência" e outras tantas valências importantes para os mais desprotegidos da sociedade.
Um dos pontos altos desta comemoração foi a entrega da chave de honra da cidade da Figueira da Foz.
Duarte Silva salientou os valores nobres pelos quais existe e actua a Cruz Vermelha.
A chave número três da Figueira da Foz foi por isso entregue a Maria Barroso.
No final da sessão solene foi assinado um protocolo entre a Cruz Vermelha e a Associação de Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental.
Em traços gerais, este protocolo consiste na venda de vários produtos de publicidade da Cruz Vermelha, sendo que as receitas reverterão a favor da APPACDM.
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Quem
segura a cruz
Depois
de ter comemorado o seu 137º aniversário, no passado dia 11 de Fevereiro
(embora as comemorações só tenham lugar amanhã), a
Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) - Delegação da Figueira da Foz, entra
num novo ano com um sonho por concretizar: construir a nova sede, de modo a que
esta esteja pronta já em 2003. O Figueirense falou com as pessoas que
estão à frente desta instituição, quis saber dos projectos, das principais
dificuldades, e ouviu ainda aqueles que, como voluntários, se esforçam todos
os dias para contribuir para a
causa que abraçaram. Porque a solidariedade, para algumas pessoas, é muito
mais do que uma palavra: é uma
atitude na vida.
Sediada na Rua Miguel Bombarda, numa cave apertada e reveladora da falta de espaço,
a Delegação da CVP tem actualmente mais três locais onde presta apoio: na Rua
dos Bombeiros Voluntários, num rés-do-chão cedido pela Câmara e em evidente
estado de degradação onde funciona a Unidade de Socorro, na Rua Dr. João
Bugalho, onde funcionam os serviços de entrega de roupas e banhos, e ainda
outro espaço, alugado, situado na Rua do Rancho das Cantarinhas de Buarcos,
onde funciona a formação, que conta com duas salas de aula.
De acordo com o presidente da CVP da Delegação da Figueira, Coronel Cachulo,
as principais acções da instituição no concelho distribuem-se pelas visitas
semanais a lares de terceira idade, a distribuição
de roupas a carenciados, assim como a distribuição
de cadeiras de rodas, camas, andarilhos, e todo o material que muitos doentes não
podem adquirir de outra forma. O aluguer de cadeiras de rodas, por exemplo,
funciona através de um pagamento simbólico, existindo um “preçário
social”, para que “as pessoas não deixem de entregar o equipamento quando já
não necessitam dele”, explica o presidente.
Consultas
gratuitas, com direito a lanche
Uma
das mais valias da delegação é também o Posto de Socorro que funciona todos
os dias, da parte da tarde, e onde
o serviço é assegurado por um enfermeiro pago pela Delegação. Uma médica,
Laura Lacerda, atende os doentes gratuitamente, sem cobrar taxa moderadora, e
muitas vezes juntam-se cerca de 50 pessoas à espera de consulta. Enquanto
esperam por serem atendidos, os doentes têm ainda direito a um lanche, composto
por um pacote de leite e por um queque, um apoio garantido por uma empresa da
Figueira.
Actualmente, a delegação presta apoio a cerca de 170 famílias, contando, para
isso, com a colaboração da Segurança Social, no âmbito do programa Comunitário
da Ajuda Alimentar a Carenciados.
“Figueira
tem uma pobreza envergonhada”
Importante
é ainda o espaço destinado à distribuição de roupas e onde os mais
carenciados podem tomar banho. É que a Figueira ainda tem “alguma pobreza”,
nas palavras do Coronel Cachulo, “principalmente pobreza envergonhada,
relacionada com a toxicodependência”.
A CVP colabora ainda com o Rendimento Mínimo Garantido, prestando apoio aos
candidatos, através da distribuição de alimentos e de roupas. A distribuição
de medicamentos é também feita, em casos pontuais.
A Delegação conta ainda com uma técnica superior e de serviço social, uma
psicóloga, uma técnica superior de animação social e cultural e
duas administrativas.
Em relação a parcerias, existem com o Centro de Atendimento a
Toxicodependentes, com o Instituto de Reinserção Social, com a Associação
Fernão Mendes Pinto, a Associação Goltz de Carvalho e o Centro de Saúde e
Casa Nossa Senhora do Rosário.
Nova
sede: faltam ainda 60 mil contos
No
entanto, a principal preocupação
neste momento é a construção da nova sede, que irá ser construída a 50
metros da estátua Dr. Joaquim de Carvalho. A obra está orçada em 250 mil
contos e ainda faltam angariar 60 mil. O edifício terá de estar construído
dentro de 10 meses, de acordo com o presidente da instituição, para conseguir
cumprir com os contratos acordados com as entidades que deram
verbas, tais como a Segurança
Social. O Coronel Cachulo só lamenta que as empresas da cidade estejam pouco
sensibilizadas com esta causa, uma vez que os apoios foram mínimos, quando
comparados com outras iniciativas
da instituição, de menor envergadura e que receberam mais apoios.
Maria
Barroso junta-se às comemorações
Em
relação à comemoração do 137º aniversário da Cruz Vermelha Portuguesa
–Delegação da Figueira da Foz, esta terá lugar amanhã, e contará com as
presenças da presidente da instituição a nível nacional, Maria Barroso, do
Ministro da Solidariedade e Segurança Social, Pedro Pedroso, do Governador
Civil, Horácio Antunes, do Presidente da Câmara, Duarte Silva, bem como de
representantes de outras entidades.
O programa tem início com uma missa, às 10h30, a ter lugar na Igreja Matriz,
seguindo-se a Sessão solene, no Auditório Municipal, uma hora depois,
terminando com a colocação da primeira pedra da nova sede. Acompanhe o
testemunho de voluntários na edição impressa de O Figueirense.
Paula Ferreira
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In: Diário as Beiras 09-01-2002
MONTEMOR-O-VELHO: Cruz Vermelha de Pereira esteve em perigo
Comissão administrativa revelou ontem o acto de salvação
Paula C. Marques
A continuidade do Núcleo da Cruz Vermelha em Pereira do Campo, Montemor-o-Velho, esteve em perigo. A comissão administrativa revelou ontem a história da exoneração da antiga direcção e o consequente processo de "salvação" do núcleo.
O Núcleo da Cruz Vermelha de Pereira do Campo correu sérios riscos de desaparecer desta localidade. A história foi revelada ontem pela actual comissão administrativa do núcleo composta por sete elementos, nomeados para "salvar" a instituição. A referida comissão promoveu um encontro com a comunicação social com o objectivo de dar a conhecer à população, sócios e credores da actual situação do núcleo.
De acordo com a revelação dos sete dirigentes administrativos, os perigos de desaparecimento da instituição agravaram-se no Verão do ano passado.
A Junta de Freguesia de Pereira do Campo foi informada pela delegação da Figueira da Foz da Cruz Vermelha (a instituição que superintende o núcleo) que a direcção responsável pela actividade da Cruz Vermelha local foi exonerada. De seguida o autarca procurou a ajuda da Associação Recreativa (proprietária da sede do núcleo).
Seguiram-se várias reuniões com sócios do núcleo até sair fumo branco. A solução encontrada passou pelo convite a sete sócios, residentes em Pereira do Campo: António Augusto, Décio Mendes, José Cordeiro, José Almeida, José Rasteiro, António Ferreira e Ramiro Cruz. A resposta foi positiva.
A comissão administrativa tomou posse em finais de Setembro e cessam as suas funções no próximo acto eleitoral que tudo indica que venha a acontecer em Março deste ano.
Esta situação foi divulgada ontem.
Durante o encontro o presidente da comissão administrativa, António Augusto, admitiu que desconhecia o funcionamento do núcleo mas sabia que havia muita gente que dependia dele. Logo, "existia a necessidade de salvar a instituição", disse.
FALTA DE DIÁLOGO
A ausência de confiança das instituições das quais o núcleo depende: Delegação da Figueira da Foz e a direcção Nacional da Cruz Vermelha, e a falta de diálogo entre estas e a direcção do núcleo foram apontadas pelos representantes da comissão administrativa como as razões da exoneração dos antigos dirigentes.
António Augusto ainda revelou que a administração e a contabilidade de 2001 da instituição não estavam organizadas. Este trabalho está agora a começar a entrar nos carris e deverá dar frutos em breve. Ou seja, o núcleo pretende em breve regularizar as dívidas aos credores.
Para o efeito os actuais dirigentes solicitaram a ajuda de todos os sócios no sentido de regularizarem as suas quotas e ainda pediram às pessoas que devem serviços ao núcleo para procederem ao pagamento da dívida.
Contacto pelo DIÁRIO AS BEIRAS, o presidente da direcção exonerada recusou-se a fazer comentários à situação.
Este núcleo é composto por grupo "muito bom" de cerca de 50 socorristas voluntários, três ambulâncias e uma carrinha de transporte de doentes.
O futuro desta comissão deverá terminar no próximo acto eleitoral.
"A nossa missão é colocar o comboio em andamento", recordou António Augusto que foi apontado pelos restantes membros da comissão como a pessoa mais indicada para assumir a presidência da futura direcção.
Apesar de dizer que essa tarefa não faz parte dos seus horizontes, António Augusto revelou ontem um dos seus sonhos: a criação de uma sede própria. E está disposto reivindicar essa obra junto do recém eleito presidente de Junta. O autarca prometeu encontrar uma solução para melhorar as condições da Cruz Vermelha.
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FIGUEIRA DA FOZ
Cruz Vermelha pretende criar unidade de 'elite' em Maiorca
Jot'alves
Foi apresentado o projecto do Núcleo de Maiorca da Cruz Vermelha Portuguesa (NMCVP), que contempla a criação de uma unidade de resgate e salvamento, que possa operar em terra e na água.
O orçamento do projecto é de três mil contos, dois para a compra de um barco semi-rígido, com capacidade para 15 pessoas, e os restantes mil para adquirir equipamento de salvamento.
Esta unidade especializada será constituída por oito elementos, quatro para a primeira fase e outros tantos para a segunda e última da implantação deste corpo do NMCVP.
"Um projecto ambicioso, mas que vai ser posto em prática. É uma questão de tempo", garante Daniel Simões, director do projecto.
A necessidade da criação desta unidade, ficou patente e latente nas últimas cheias do baixo Mondego.
"Os reforços chegaram muito tarde. Se já tivéssemos a unidade criada, teríamos feito mais e melhor", sustentam os mentores do projecto, que, desde já, se disponibilizam para 'patrulhar' as praias da Figueira durante o Verão.
"O barco que pretendemos comprar, é o ideal para operações de resgate e salvamento junto à praia", refere Daniel Simões.
A contar com a factura que vão ter que pagar, foi criada uma comissão que vai promover eventos para angariação de receitas.
Esperam ainda ter apoios institucionais para a implantação do projecto, e do Centro de Formação Náutico, entre outras entidades, para darem formação aos candidatos desta unidade de 'elite' do NMCVP.
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12 de Junho de 2001
Cruz Vermelha da Borda do Campo inicia sede
Anabela Vaz
A nova sede do núcleo da Cruz Vermelha vai começar a ser construída e espera-se que ainda este ano, o primeiro piso fique pronto. O lançamento da primeira pedra decorreu ontem de manhã, altura em que o núcleo celebrou seis anos de existência.
A funcionar em instalações cedidas gratuitamente por um particular, o núcleo da Cruz Vermelha da Borda do Campo vai iniciar a construção da sua sede.
Em representação da Câmara Municipal, o vereador Azenha Gomes entregou o cheque no valor de 2.500 contos, referente ao valor do terreno adquirido para a construção do novo edifício.
Em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, José Carriço, presidente do núcleo adiantou que ainda não existe o projecto, apenas "um rascunho" e que não vai ser pedido um orçamento sobre o custo da obra, já que, frisou, "a sede vai ser construída com ajuda da população".
Tendo já "uma reserva de dinheiro e de materiais", o núcleo da Cruz Vermelha pensa, ainda este ano, concluir o primeiro piso do edifício.
Apesar da construção ser feita com recurso ao apoio financeiro e à mão de obra dos populares, José Carriço vai pedir de forma empenhada, apoio à Cruz Vermelha Nacional.
José Carriço considera que a Cruz Vermelha na Borda do Campo "não está ainda realizada" pelo que a construção da nova sede será a "segunda fase da vida do núcleo".
Para além do sexto aniversário e do lançamento da primeira pedra para a nova sede, o núcleo da Borda do Campo iniciou formalmente uma campanha de angariação de fundos.
Perante pouco mais de meia centena de pessoas, os 16 elementos do corpo
activo do núcleo, foram distinguidos pelos serviços prestados. Este núcleo
presta primeiros socorros e assegura o transporte de doentes da Borda do Campo,
do Alqueidão, de Samuel, de Vinha da Rainha, do Louriçal e da Marinha das
Ondas.![]()
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Cruz Vermelha de Quiaios e Borda do Campo não tomaram posse
Impugnação e contas atrasadas assombram Cruz Vermelha
Carlos Cachulo e Costa, o presidente da direcção da delegação da Figueira da CVP, esclareceu que, em relação a Borda do Campo, "enquanto não houver uma decisão da sede nacional, não se pode dar posse, porque ainda não se sabe qual a lista vencedora".
Quanto aos motivos da impugnação deste acto sufragador, Carlos Cachulo sublinhou não saber concretamente "os motivos", uma vez que existem dúvidas, adiantando que "não estou a par dos factos todos, mas temos que resolver isto o mais rapidamente possível, não sei se com novas eleições, se com o sancionamento de uma lista ou de outra".
Recorde-se que para a presidência do núcleo da Cruz Vermelha da Borda do Campo concorreram duas listas, sendo uma liderada pelo antigo presidente, José Cordeiro Gaspar Carriço e a outra por Manuel dos Santos Mendes (secretário da antiga direcção) e a qual integrava um filho de José Carriço.
Contas atrasadas em Quiaios
Quanto ao núcleo da CVP de Quiaios, Carlos Cachulo frisou que "o elenco cessante não entregou ainda os elementos das contas", alegando como motivo plausível para o atraso o facto do presidente da direcção estar ausente da Figueira.
No entanto, o responsável pela CVP da Figueira anunciou para breve a realização de uma reunião entre as duas listas", pelo que, prosseguiu, "provavelmente teremos o núcleo de Quiaios a funcionar brevemente".
A tomada de posse das novas direcções teve lugar na Assembleia Figueirense tendo comparecido e tomado posse a delegação da Figueira, com Carlos Cachulo, os núcleos de Maiorca com António Figueiredo, Carapinheira com José Rama, Cantanhede com António Henriques, Verride com Jorge Diogo, Pereira com Fernando Almeida e Carvalhais com Maria da Luz Matos.
Numa situação no mínimo insólita, a tomada de posse dos corpos sociais da Cruz Vermelha Portuguesa ficou marcada pela ausência de dois núcleos.
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08 de Setembro de 2000
Associativismo
Depois de alguns conflitos entre listas
Núcleo da Cruz Vermelha na Borda do Campo com novos dirigentes
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Tudo começou no primeiro acto eleitoral de 30 de Abril, com a lista-B a impugnar o acto por irregularidades nas listas dos sócios. Nas explicações dadas pelo coronel Carlos Cachulo, presidente desta Instituição na Figueira da Foz, as irregularidades existentes e palpáveis não tiraram a legitimidade à lista vencedora, porquanto a diferença de votos era favorável à lista A, "de modo bem explícito" e não se tinha verificado qualquer anomalia no acto eleitoral em si. Esta decisão custou à delegação da Figueira da Foz mais de duas centenas de contos e levou a impugnação a ser apreciada na sede nacional, sendo determinado a repetição das eleições, o que veio agora a acontecer em 15 de Agosto, com a lista B a não concorrer à última da hora.
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Ultrapassado o problema, Carlos Cachulo frisou que se "deve pôr um ponto final neste assunto", alertando os elementos agora eleitos para a tarefa difícil que os espera, mas gratificante, salientando igualmente que a instituição deve estar virada para fora e atenta à sociedade que a rodeia, especialmente junto das classes socialmente mais desfavorecidas.
Para o presidente local da Cruz Vermelha, as lutas internas, divisões e declarações susceptíveis de criar instabilidade, "mesmo com alguma justificação", não beneficiam a instituição e dão para o exterior uma imagem de pouca credibilidade. Por isso os elementos directivos de todos os níveis "devem ser pessoas transparentes e honestas" e terem credibilidade no meio social onde se inserem. Daí que as eleições agora realizadas no núcleo da Borda do Campo "dão-vos a legitimidade" que carecem para realizar as tarefas que têm entre mãos.
Depois das palavras de Carlos Cachulo, foram empossados os órgãos sociais no núcleo da Borda do Campo assim constituídos:
Direcção: José Cordeiro Gaspar Carriço (presidente), Anabela Almeida Marques Gaspar e Fernando Marques Leal (vice-presidentes); Etelvina Silva Santos Ferreira (secretária); Elísio Marques Reis (tesoureiro); José Gomes Silva e Humberto José Silva Ferreira (vogais).
Conselho Consultivo: Fernando Ferreira Gonçalves Pedrosa (presidente), Dulcínio Gomes Carvalho e José Manuel Neves Pereira.
Manuel Ferreira
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| Cruz Vermelha ganha 30 milhões O Executivo pagou as dívidas da Cruz Vermelha Portuguesa e vai dar-lhe mais 30 milhões de contos nos próximos 5 anos |
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O GOVERNO vai injectar cerca de 30 milhões de contos nos próximos cinco anos na Cruz Vermelha Portuguesa (CVP), após o protocolo estabelecido há dois meses entre o Ministério da Saúde e o hospital da instituição. Isto para além de já ter garantido um investimento de 2,5 milhões de contos, através da Partest (Sociedade Gestora de Participações do Estado), que serviram para pagar o total das dívidas da instituição. A viabilização financeira da CVP, que estava em situação de pré-falência, mobilizou, nos últimos meses, o Governo, em particular os ministérios das Finanças, da Defesa (que tutela a instituição) e da Saúde. A este empenho não é alheio, como admite Pedro Magalhães, o director do hospital da Cruz Vermelha, o facto de a presidente da instituição ser Maria Barroso e dele próprio, que é cirurgião cardiotorácico de reconhecidos méritos, ser «amigo do ex-ministro da Defesa, António Vitorino, conhecer há muitos anos António Guterres e ser genro de Almeida Santos. Nada disto foi coincidência. É óbvio que houve uma decisão política de salvar a Cruz Vermelha», reconheceu ao EXPRESSO.
Privados caemDesde o início que este processo tem contornos originais. Quando o anterior presidente da CVP, Carrilho Ribeiro, terminou o mandato e lhe sucedeu Maria Barroso, as tentativas de saneamento financeiro da instituição - que aumentava anualmente a sua dívida em mais de 300 mil contos - já se tinham multiplicado, mas nenhuma tinha ainda passado pela intervenção do Estado. Carrilho Ribeiro tinha, aliás, em cima da mesa as propostas da Mundial Confiança e da Império para a compra e gestão do hospital da instituição, considerado um verdadeiro «cancro» para as finanças da CVP. E, apesar de não ter dado como certo o negócio, Ribeiro chegou a considerar, em declarações públicas, ser indispensável que um «parceiro privado» assumisse o hospital. Com Maria Barroso, primeiro presidente civil desde há 30 anos, os «parceiros privados» caíram e a CVP voltou-se para o Estado. Primeiro, e a pedido da nova presidente - contou ao EXPRESSO Pedro Magalhães -, o então ministro da Defesa, António Vitorino, pediu à Price Waterhouse uma auditoria independente à instituição. Estava-se em Setembro do ano passado e Maria Barroso tinha acabado de convidar o cirurgião cardiotorácico do Hospital de Santa Marta, Pedro Magalhães, para «estudar uma solução para o hospital». «Aceitei ser nomeado provisoriamente e, enquanto decorria a auditoria, eu próprio fiz uma primeira definição das áreas de intervenção do hospital da Cruz Vermelha», já em função das carências do Serviço Nacional de Saúde (SNS), explica Magalhães. Nesta altura, nada indicava ainda, pelo menos oficialmente, que o Governo viesse a intervir na CVP. No entanto, com o trabalho feito por Magalhães, a CVP pediu à consultora Arthur Andersen uma avaliação da estrutura do hospital e ao BPI, em simultâneo, um estudo económico da estratégia definida por Magalhães - ou seja, a viabilização do hospital através de trabalho prestado ao SNS. «Chegou-se, então, à fase das decisões políticas», conta o médico: «Ou o Governo se limitava a pagar as dívidas ou, então, dava, para além disso, uma oportunidade para a instituição sair da crise». Nunca chegou a ser colocada, nesta fase, a alternativa por um parceiro privado. E isto «porque salvar a Cruz Vermelha era uma obrigação do Estado. Alguma vez se viu, em alguma parte do mundo, uma Cruz Vermelha fechar por estar falida?», pergunta, justificando o processo. O Governo não teve dúvidas. Nem as tinha a própria instituição que, como primeira medida de gestão, em Maio passado, decidiu separar o hospital do resto da Cruz Vermelha e criou uma Sociedade de Gestão Hospitalar, SA, a quem cedeu a sua exploração por 25 anos. Desta sociedade, são agora sócios a Partest, com 47% das acções (equivalentes a 2,34 milhões de contos), a Cruz Vermelha, com 52,5%, e onze médicos, com 0,5% das acções (200). Um deles é Pedro Magalhães. O acordo de viabilização é, então, assinado entre os ministérios das Finanças, Defesa e Saúde e a Cruz vermelha - a Defesa, porque tutela a instituição; as Finanças, porque, através da Partest (que nunca actuou nesta área), pagam as dívidas acumuladas; a Saúde, porque é por ela que o hospital vai garantir a sua sobrevivência.
Saúde apostaEm Junho, e por entre algum mistério e muitas críticas dos hospitais públicos, a Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa assinou com a Sociedade de Gestão Hospitalar SA, da Cruz Vermelha, um protocolo de prestação de serviços. O objectivo é que o hospital ajude a reduzir as listas de espera públicas nas áreas das cirurgias cardiotorácica (a especialidade de Magalhães), ortopédica e oftalmológica, para os diabéticos. A sociedade gestora vai receber «à peça», mas estão definidos limites mínimos de operações a fazer por ano. Se o hospital cumprir o que está acordado, nos próximos cinco anos receberá entre 5,5 a seis milhões de contos por ano. Segundo Rui Névoa, da administração da ARS de Lisboa, este protocolo permite poupar ao Ministério cerca de um milhão de contos por ano. Apesar do projecto estar rodeado de grande optimismo, Névoa admitiu que a ARS não está a pensar fazer contratos semelhantes com outras instituições de saúde que não pertençam ao SNS. Uns meses antes deste processo, a CUF fez uma proposta à ARS de redução das listas de espera na cirurgia cardiotorácica, que nunca chegou a ser discutida. Graça Rosendo
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