CAÇA SUBMARINA NA FIGUEIRA DA FOZ                                                              

 

 

As margens da foz do Mondego são constituídas por extensos areais, tanto a norte como a sul, não oferecendo grandes atractivos ao mergulho ou à caça submarina. Enquanto do lado sul estes areais se estendem ao longo de quilómetros de costa, quase até S. Pedro de Muel, do lado norte terminam em Buarcos, onde começam os fundos de pedras que se prolongam até ao Cabo Mondego.

Os acessos de barco fazem-se da rampa do Clube Naval, que possui óptimas condições. Por terra os acessos são bastante bons, praticamente em qualquer local da costa,

A prática da caça submarina na Figueira da Foz está condicionada por diversos factores, muito especialmente a direcção e intensidade dos ventos, alem obviamente do estado do mar. O movimento das águas do estuário associado à presença da fabrica de cimento que ao longo dos anos tem acomulado nos fundos uma espessa camada de sedimento fino, provocam uma permanente sujidade da água. Nem uma forte acalmia do mar associada a marés de pequena amplitude podem ser suficientes para limpar a água. As condições ideais são uma quebra do mar associada a ventos do quadrante sul, especialmente o sueste. Estas condições ocorrem com maior frequência nos meses de verão, entre Julho e Outubro, podendo indicar-se no entanto Setembro como o melhor mês de caça na Figueira da Foz.

Os fundos são formados por grandes lajes que formam carreiros, com grandes pedras partidas. Na altura das laminarias, estes carreiros transformam-se em grandes túneis onde o peixe se abriga, calmo. Podem também encontrar-se zonas de grandes lajes com frestas horizontais e fundo de areão grosso, comum em toda esta zona. Os encontros com peixes são os mais variados: Sargos, Linguados, Safios e Douradas, só para citar alguns. No entanto, e uma vez mais, o Robalo é o rei destas aguas. Isolados ou em cardume, com as condições adequadas os grandes exemplares encostam a terra, proporcionando momentos únicos.

Os tipos de caça adequados para estas águas são especialmente a caça á espera e ao buraco, no entanto e seja qual for o tipo, caça-se a pouca profundidade. Os fundos descem gradualmente e abaixo dos 12 metros já só encontramos areia.

 

BUARCOS E CABO MONDEGO

A melhor zona de caça de Buarcos são talvez os carreiros em frente ao Forte Velho. É uma grande extensão de fundos de pedra entrecortados por línguas de areia. A profundidade é muito baixa e as pedras são todas furadas proporcionando excelente abrigo ao peixe. Evoluindo para norte encontramos outros locais: o Cabeço da Vara, a Medrôa e os Carreiros do Cemitério.

Já em direcção ao Cabo Mondego, aproximamo-nos da zona da Fábrica Velha, com grandes pedras isoladas no fim dos carreiros e lajes largas todas furadas que, na altura das laminarias podem abrigar cardumes inteiros de peixe, que normalmente permanece calmo, proporcionando excelentes caçadas.

Depois o Carreiro da Pombas, assinalado por uma grande pedra que aflora á superfície, onde são frequentes os encontros com grandes Robalos. Ainda para norte e já na zona da Fábrica de Cimento, temos a Pedra do Ruaz, Costado, Pedra da Nau, Mó, Pedra Alta, Porta Aviões e o Caixão, todos excelentes locais de caça.

Os fundos nas proximidades da Fábrica de Cimento são constituídos por aglomerado de pedras e grandes lajes furadas que se estendem ainda bastante para fora. A caça ao buraco nesta zona deve revestir-se de cuidados acrescidos, visto que o poalho muito fino que se levanta no interior dos buracos dificilmente assenta. Uma má aproximação ou um tiro mal dado podem significar a anulação de um bom buraco.

* in mundo náutico

 

 

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