Sempre se fez sentir em Buarcos os bons acessos á praia para fazer a descarga dos barcos. Os barcos aproximam-se da costa, ancorando nas “Portas de Buarcos“, na qual afluíam os barcos vindos de norte, que ali se refugiavam dos temporais.

A vila de Buarcos sempre viveu essencialmente da pesca. Como tal, sempre se praticou a pesca artesanal, praticada em pequenas lanchas e botes, que junto da costa apanhavam o marisco.

Com meios técnicos de maior porte, existe a pesca do arrasto, praticada em barcos de maiores estruturas, que tem por nome “arrastões“. Neste tipo de pesca os pescadores permanecem no mar entre 2 a 3 dias e pescam em alto mar. Neste tipo de pesca o salário é fixos tendo o pescador ainda direito à percentagem sobre a venda do pescado.

Existe ainda a pesca das traineiras, na qual o produto pescado é a sardinha, a fiel amiga dos pobres, rica e abundante na costa portuguesa. Nesta, “só se ganha dinheiro quando se vai ao mar”, o que prejudica a vida dos pescadores, já que estes passam bastante tempo sem actividade, o chamado “defeso“. A pesca mais violenta é, sem duvida, a pesca do bacalhau, na qual os pescadores passam longos meses, sob condições climatéricas adversas, temporais fortes e clima gelado, na ilha da “ Terra Nova“, embora, sendo muito dura, é bastante compensadora.