Podemos encontrar junto das falésias do Cabo Mondego um local bastante importante, devido à exposição de afloramentos do Jurássico Médio e Superior (170 a 150 milhões de anos), como por exemplo a presença de pegadas de Saurius do género Megalossaurus. Estas foram deixadas por Dinossauros bípedes, com regime alimentar carnívoro.
A conservação dos vestígios é bastante rara e preciosa para o conhecimento da história da Terra. Embora afectada pela centenária fábrica cimenteira, já é considerado património Mundial pela Unesco.
De realçar ainda o CASTELO, que outrora foi designado por “Torre de Buarcos”, “Castelo de Redondos” ou “Castelo de Buarcos”. Tinha este como função defender a costa das pilhagens dos corsários mouros, holandeses, espanhóis, franceses, ingleses e gregos , que na Idade Média e também na Moderna invadiram as costas do Atlântico. Esta torre servia também de sentinela vigilante da Vila, assim como de guia dos navegantes.
Ao longo dos séculos, o Castelo teve vários donatários, tais como o Mosteiro Crúzio e a Universidade de Coimbra.
É de salientar que em 1854 o pouco que restava do Castelo foi mandado demolir por ordem do Ministério das Ordens Públicas, salvando-se unicamente o Cunhal do mesmo, com cerca de 12 metros de altura.
Existem dois PELOURINHOS na povoação de Buarcos. O de Buarcos e o de Redondos. Ambos foram criados na época manuelina (século XVI ) e são classificados “Monumentos Nacionais“. Estes são a comprovação de que existiam dois concelhos confinantes. Dado o crescente desenvolvimento da Vila de Buarcos, ambas as câmaras concordaram em incluir Redondos na primeira, em 1794.
O pelourinho de Buarcos situa-se num largo, na zona baixa da Vila. Este tem esculpido numa das suas quatro superfícies laterais o brasão da mesma (barco sobre as ondas com um arco-íris e uma estrela).
Quanto ao pelourinho da antiga Vila de Redondos, situado numa parte mais elevada da Vila, é quase impossível ver as suas inscrições. Sabe-se, no entanto, que possuía uma esfera armilar por cima da Cruz de Cristo. Tem ainda a inscrição de 1561.
Evidenciam-se em Buarcos as muralhas da antiga FORTALEZA. Não se sabe ao certo o início da sua construção. É provável que tenha sido no século XVII, reinado de Filipe II. Em 1758 uma parte das muralhas ainda não estava concluída.
As muralhas são compostas por duas frentes, que serviam para proteger a vila do mar. A norte, tem um primeiro baluarte que foi cortado para dar continuidade à estrada e tinha o nome de “Nazaré”. É de salientar também um outro baluarte de nome de S. Pedro, que era onde estava a casa do comandante e um “Depósito de pólvora e bala”. O terceiro baluarte é o que mais se evidencia; “Conceição”, o seu nome, .....
A Igreja Matriz desta freguesia tem como orago São Pedro, Santo Padroeiro dos pescadores. Foi criada pelo povo, em 1591. No seu portal tem um nicho com a imagem de S. Pedro. Observa-se ainda uma torre do séc. XVIII. Em 1755, esta igreja foi destruída pelo terramoto e só mais tarde, no reinado de D. Maria I, é que foi reedificada. No seu interior salienta-se o retábulo principal (séc.XVIII), as capelas laterais (séc. XIX) e a pia baptismal. É de registar os painéis laterais, de azulejos Hispano- Árabe, do séc. XVI.
A IGREJA DA MISERICÓRDIA foi edificada no reinado de D. Manuel I, no séc. XVI. Esta pertencia às vilas de Buarcos e de Redondos. Era denominada por Santa Casa da Misericórdia devido ao facto de recolher peregrinos que por ali passavam.
Ao longo dos tempos, esta igreja sofreu alterações, mantendo sempre a sua estrutura inicial.
A igreja é composta por uma só nave. No seu interior refere-se a existência de três altares e um conjunto de esculturas dos finais do séc. XVI.
Buarcos é riquíssimo em capelas. A capela da Sra. da Encarnação, situada no local sobranceiro a Buarcos. Foi reconstruída no séc. XVIII a sua fachada rústica.
No seu interior é de salientar a sala dos milagres que, como o nome indica, trata-se de uma sala na qual se guardam objectos oferecidos como promessa. No retábulo principal encontra-se a imagem de Nossa Sra. da Encarnação, sendo esta provavelmente do séc. XIX, e a seu lado as imagens de São Joaquim e de Santa Ana.
Fundada pelo povo, a Capela de Nossa Sra. da Conceição, do séc. XVI e posteriormente remodelada nos séc. XVII e XIX.
Nesta capela e no seu interior encontram-se azulejos com motivos florais, de influência holandesa, que revestem as suas paredes.
O altar mor (séc. XVII) e o retábulo de colunas torcidas, com pâmpanos (séc. XVIII), são de talha dourada.
Esta capela foi criada em honra de Nossa Sra. de Ribas, pelo facto de se situar numa ribanceira. No início esta capela era denominada por Nossa Sra. da Arribana. Só com a revolução de 1640 é que passa a ser chamada de capela de Nossa Sra. da Conceição.
A Capela de Santa Bárbara situa-se no Cabo Mondego. Devido ao facto desta capela se situar junto das minas do Cabo Mondego, Santa Bárbara tornou-se orago da capela e padroeira dos mineiros. Outra capela é a de Nossa Sra. da Boa Viagem, situada na Serra da Boa Viagem; é venerada pela população da Serra e de Buarcos.