Os monumentos arquitectónicos existentes na freguesia do Bom Sucesso são poucos. Existe uma IGREJA MATRIZ, edificada em 1781, uma capela que ocupava parte da actual Igreja Matriz. Nesta capela venerava-se NOSSA SENHORA DOS REMÉDIOS e na qual eram enterrados os mortos da povoação. Um século depois, em 1898, esta Capela foi ampliada, ficando então com a figuração e medidas actuais e o seu cemitério passou a ser no exterior.
A frontaria, do século XlX, apresenta ainda linhas de inspiração setecentista. O interior contém algumas peças dignas de interesse. Os retábulos são pouco relevantes, datados do século XVIII.
O mais magnífico motivo de interesse, do ponto de vista paisagístico, é a
LAGOA DA VELA, onde os homens, nos intervalos dos trabalhos do campo, se dedicam
à pesca, ainda que proibida.
Em tempos remotos existiam vários moinhos, mas infelizmente os MOINHOS desta terra, ou já não existem ou estão completamente abandonados. Existe apenas um ainda em funcionamento, que pode admirar-se, junto à estrada Figueira / Aveiro (EN 109).
Os trajes gandareses
A região é pouco produtiva, e como tal também os trajes são simples e relacionam-se com os trabalhos do campo.
Os habitantes do Bom Sucesso esperavam que o dia de Domingo chegasse para poder usar os seus fatos domingueiros. Com eles se enfeitavam para assistir à missa.
Destacamos alguns desses trajes.
O traje da mulher domingueira, com um chapéu preto, redondo, enfeitado com uma pena e à volta do pescoço um bonito cordão de ouro, variando o seu peso, consoante a disponibilidade económica de cada pessoa, um xaile e um lenço.
O traje domingueiro do homem era composto pelo chapéu de chuva preto pendurado na gola do casaco, as tamancas e usava magníficas correntes de ouro penduradas no coletes que eram peças indispensáveis a qualquer gandarês que se prezava.
Em tempos de festa, como a festa de Nossa Senhora dos Remédios (padroeira desta freguesia), comemorada a 15 de Agosto e a única festa existente no Bom Sucesso, as pessoas usavam trajes com características especiais. Estes habitantes destacavam-se de todos os outros pelos seus trajes garridos.
Quanto ao traje camponês de trabalho, a mulher apresenta-se com um cesto e o homem com a cabaça e a enxada.